- Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, afirmou em Haia que Caracas nunca considerou tornar o país o 51º estado dos Estados Unidos.
- A declaração ocorreu durante audiência na Corte Internacional de Justiça sobre a disputa do território de Essequibo, hoje controlado pela Guiana.
- A Venezuela mantém a reivindicação do território e reforçou a defesa da soberania e da independência do país.
- O tema ganhou repercussão após Trump mencionar a ideia em março; John Roberts, da Fox News, disse que o presidente reiterou o plano.
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, afirmou em Haia que Caracas nunca cogitou tornar o país o 51º estado dos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante uma audiência sobre a disputa do território de Essequibo, na Corte Internacional de Justiça (CIJ).
A presidente interina assumiu o regime após a deposição de Nicolás Maduro, em janeiro. Em Haia, ela reiterou a defesa da integridade, soberania e independência venezuelanas, destacando o passado de lutas pela liberdade nacional.
Durante a coletiva, a chefe de Estado venezuelana foi questionada sobre o roteiro diplomático com os EUA, após a normalização das relações em março. Rodríguez enfatizou cooperação com o governo norte-americano dentro do diálogo institucional.
Contexto da disputa e relações internacionais
A Venezuela reivindica a região de Essequibo, hoje sob controle da Guiana. A tensão entre Caracas e Georgetown se intensificou após descobertas de petróleo em alto-mar pela ExxonMobil em 2015, que acentuaram os interesses econômicos na área.
Em março, o governo venezuelano anunciou a retomada das relações diplomáticas com os EUA, rompidas desde 2019 durante a gestão anterior. A declaração de Rodríguez ocorre enquanto a CIJ opera como principal instância da ONU para a questão.
Mais cedo, um jornalista da emissora estatal venezuelana relatou que Trump teria reafirmado publicamente o interesse em operar a Venezuela como estado americano. A reportagem não caracteriza a posição oficial de Washington, que não confirmou o desenrolar.
A assessoria presidencial não liberou novos detalhes sobre possíveis acordos ou planos. A posição de Caracas permanece firme na defesa de fronteiras e na rejeição a qualquer forma de subordinação a potências externas.
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