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Netanyahu busca zerar dependência militar dos EUA

Netanyahu anuncia plano de zerar, em dez anos, a ajuda militar dos EUA, reconhecendo que o risco no estreito de Ormuz não foi plenamente previsto

Netanyahu (na imagem) disse que apoio militar dos EUA deve ser reduzido gradualmente ao longo de 10 anos
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  • Netanyahu afirma que Israel pretende zerar a dependência militar dos Estados Unidos, com apoio atual de US$ 3,8 bilhões por ano, em um processo que deve ocorrer nos próximos dez anos.
  • Disse ter comunicado a intenção ao presidente Donald Trump e que pretende iniciar o processo imediatamente.
  • O premiê reconheceu que o risco de escalada no estreito de Ormuz não foi plenamente previsto no começo da guerra contra o Irã e afirmou que ninguém tinha previsão perfeita.
  • Entre as pendências estão a retirada de urânio enriquecido, o desmonte de instalações nucleares e a neutralização de grupos aliados do Irã; o cenário de derrubada do regime iraniano é considerado possível, mas não garantido.
  • Conte que a guerra aproximou Israel de países árabes e citou a China como fornecedora de componentes de mísseis iranianos; também mencionou desgaste da imagem de Israel e erros militares em Gaza.

Israel quer zerar gradualmente a dependência de apoio militar dos EUA, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O objetivo é reduzir o financiamento americano ao mínimo possível nos próximos 10 anos, conforme sua entrevista de TV.

Netanyahu afirmou que o País recebe cerca de US$ 3,8 bilhões em auxílio militar anual e que pretende encerrar essa dependência financeira. A informação foi revelada em entrevista à CBS News, com o jornalista Major Garrett.

O premiê informou ter comunicado a intenção ao presidente dos EUA, Donald Trump, e disse que pretende iniciar o processo imediatamente. Ele ressaltou que a mudança será gradual, ao longo de uma década.

Desdobramentos estratégicos

A entrevista também abordou a percepção de risco associada ao estreito de Ormuz. Netanyahu mencionou que a escalada na região não havia sido plenamente prevista no início da guerra contra o Irã, conforme o contexto do conflito.

O primeiro-ministro reconheceu que o impacto da tensão em Ormuz foi compreendido com o avanço dos combates. Nessas palavras, ninguém tinha previsão exata, nem autoridades iranianas, segundo o relato.

O estreito de Ormuz concentra parte relevante do comércio global de petróleo, e Iran tem aumentado a pressão na região com ações de fiscalização marítima, de acordo com o governo iraniano.

Objetivos adicionais do governo

Netanyahu reiterou que a guerra contra o Irã ainda não terminou e informou que permanecem pendentes ações como a retirada de urânio enriquecido, o desmonte de instalações nucleares e a neutralização de grupos apoiados por Teerã, como Hezbollah, Hamas e houthis.

Sobre a possibilidade de derrubar o regime iraniano, o premiê disse que é um cenário factível, embora sem garantias. Ele mencionou que há riscos em qualquer ação, mas que o risco de inação é maior.

O premiê também afirmou que a guerra aproximou Israel de países árabes, com governos da região defendendo alianças mais fortes ao considerar o país um fator de contenção ao Irã. Além disso, comentou que a China forneceu componentes para mísseis iranianos, sem detalhar o nível de participação.

Considerações finais

Netanyahu comentou ainda sobre a imagem de Israel no exterior, atribuindo parte do desgaste às redes sociais, que teriam sido usadas para influenciar percepções. Ele também reconheceu erros militares durante a ofensiva em Gaza, destacando que nem todas as ações foram deliberadas.

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