- Trump afirma que juízes da Suprema Corte devem ser leais à pessoa que os nomeou ao decidirem sobre o decreto que proíbe a cidadania por nascimento.
- Ele citou dois magistrados nomeados por ele no primeiro mandato: Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett (e mencionou Brett Kavanaugh).
- O decreto permitiria negar cidadania a filhos de imigrantes ilegais ou pessoas com vistos temporários; tribunais inferiores bloquearam a medida com base na 14ª Emenda.
- No mês passado, Trump participou pessoalmente de audiência da Suprema Corte na ação contra o decreto e publicou críticas à decisão na Truth Social.
- Em outra passagem, o ex-presidente atacou a decisão da corte sobre o tariffazo, dizendo que a medida prejudicou o país; o governo lançou ferramenta para reembolsar receitas das tarifas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 10 de maio de 2026, que os juízes da Suprema Corte devem ser leais ao decidir sobre seu decreto que impede a cidadania por nascimento. A fala foi publicada em Truth Social, rede social de sua autoria.
Trump citou dois magistrados que nomeou no primeiro mandato, Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, sugerindo que eles devem agir com lealdade à pessoa que os indicou. A mensagem reforçou a ideia de que o tribunal poderá decidir de forma contrária aos interesses dele.
Seis dos nove ministros da Suprema Corte são conservadores, entre eles Gorsuch, Barrett e Brett Kavanaugh, indicados por Trump. O decreto em discussão restringe, de forma ampla, o direito à cidadania por nascimento para filhos de imigrantes ilegais ou com vistos temporários.
No primeiro dia do segundo mandato, Trump assinou o decreto contestado pelos tribunais inferiores, que bloquearam a medida com base na 14ª Emenda, que assegura cidadania por nascimento. O caso chegou à Suprema Corte na audiência do mês anterior.
A publicação também abordou a decisão da Corte sobre o tarifaço, de fevereiro, que considerou excessiva a taxação geral imposta pela administração. Trump afirmou que a resolução prejudicou o país e citou falhas associadas aos juízes indicados por ele.
No âmbito fiscal, o governo americano lançou, no mês passado, uma ferramenta para reembolsar mais de US$ 166 bilhões em receitas advindas das tarifas. A medida visa compensar parte dos impactos econômicos associados às políticas adotadas.
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