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Chefe do escritório da Microsoft em Israel deixa cargo após investigação sobre vínculos com Exército

Anúncio de saída do gerente-geral da Microsoft Israel após apuração sobre uso da tecnologia da empresa pela unidade de inteligência israelense para vigilância de chamadas palestinas

The Microsoft campus in Mountain View, California on 26 January 2026.
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  • O chefe da unidade da Microsoft em Israel, Alon Haimovich, deixará a companhia após apuração sobre negócios com o exército israelense.
  • A investigação acompanhou reportagem do Guardian que mostrou uso da plataforma Azure para armazenar milhões de chamadas interceptadas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia pela Unidade 8200.
  • A apuração indicou violação dos termos de uso da Microsoft, com o privilégio de vigilância em massa; a empresa encerrou o acesso da unidade aos serviços de cloud e a produtos de IA.
  • A Globes informou que houve grande controvérsia ética na subsidiária e que vários outros executivos também deixaram seus cargos.
  • A Microsoft afirmou que executivos seniores, como Satya Nadella, não teriam ciência do uso da Azure pela Unidade 8200; Haimovich teria participado de ações de parceria após encontro em 2021.

O chefe da subsidiária da Microsoft em Israel vai deixar a empresa. A decisão ocorre após uma apuração que examinou os negócios da companhia com o Exército israelense. A investigação foi iniciada após uma reportagem do Guardian sobre uso da tecnologia da Microsoft para vigilância em massa de chamadas palestinas.

A apuração envolveu a unidade de inteligência israelense Unit 8200 e a plataforma de nuvem Azure. A investigação aponta que a unidade utilizou serviços da Microsoft para armazenar um vasto volume de chamadas interceptadas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

A conclusão preliminar da apuração indicou violação dos termos de serviço da Microsoft, que proíbem o uso para vigilância em massa. Em consequência, o acesso da unidade aos serviços de nuvem e a produtos de IA foi encerrado.

Desligamento e desdobramentos

Alon Haimovich, gerente-geral da Microsoft Israel, foi informado da decisão de deixar a empresa. O Globes reportou que a saída ocorre após controvérsia ética envolvendo a subsidiária, com outros executivos também deixando cargos.

Fontes próximas à investigação afirmam que parte do foco foi a transparência no relacionamento entre a Microsoft Israel e Unit 8200. Documentos obtidos pelo Guardian sugerem envolvimento de Haimovich na construção dessa parceria desde 2021.

A Microsoft sustenta que executivos seniores, incluindo Satya Nadella, não tinham conhecimento de que o Unit 8200 utilizava o Azure para armazenar comunicações palestinas interceptadas. A empresa afirmou que não fornece tecnologia para facilitar vigilância de civis.

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