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China é parte do equilíbrio político do Irã na guerra, diz embaixador

Embaixador iraniano afirma que a China é parte do equilíbrio político de Teerã, não apenas parceira econômica, influenciando a linha diplomática

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reúne com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim
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  • O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou que Pequim é parte do equilíbrio político do Irã contra pressões externas, não apenas um parceiro econômico.
  • A declaração saiu após a visita do chanceler iraniano, Abbas Araghchi, à China e antes da partida do presidente dos EUA, Donald Trump, para Pequim.
  • Fazli disse que o Irã busca redefinir seu alinhamento diplomático na fase pós-guerra, com engajamento de parceiros estratégicos em vez de reagir apenas a táticas.
  • A China poderia atuar como mediadora entre Washington e Teerã, mas a mediação não deve servir para gerenciar a pressão contra o Irã.
  • Sobre o Estreito de Ormuz, as medidas de segurança do Irã são defensivas e visam proteger o tráfego; na véspera, o Tesouro dos EUA listou 12 pessoas e entidades por facilitar venda de petróleo iraniano para a China.

O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli, afirmou que Pequim não é apenas um parceiro econômico, mas parte do equilíbrio político do Irã diante de pressões externas. A declaração foi veiculada pela agência IRNA nesta terça-feira, 12.

Fazli disse que a China atua para conter a guerra e evitar o colapso da segurança regional, não apenas para atender a interesses comerciais ou energéticos. A observação ocorreu após a visita do chanceler iraniano, Abbas Araghchi, à China.

O objetivo de Araghchi é reconfigurar a posição diplomática do Irã na fase pós-conflito com os Estados Unidos e Israel, segundo o embaixador. O Irã busca engajar parceiros estratégicos em vez de reagir apenas de forma tática.

Apesar da percepção de que a China poderia mediar entre Washington e Teerã, Fazli afirmou que a mediação não deve servir para gerenciar a pressão sobre o Irã. A função mediadora não é vista como objetivo principal do relacionamento.

Quanto ao Estreito de Ormuz, Fazli ressaltou que as medidas de segurança no canal são defensivas e não visam impedir o comércio, mantendo o foco em proteção regional.

Na véspera da viagem de Donald Trump a Pequim, o Tesouro dos EUA anunciou a inclusão de 12 pessoas e entidades na lista negra por facilitar a venda e o envio de petróleo iraniano para a China.

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