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UE avalia proibição de redes para menores e regulação do modelo de negócios

UE avalia proibição do acesso de menores às redes sociais e regula modelos de negócios de plataformas, com propostas previstas para os próximos meses

UE avalia proibição de redes sociais para menores e regulação de modelo de negócios de plataformas.
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  • A União Europeia avalia proibir menores de acessar redes sociais e regula o modelo de negócios das plataformas, com uma proposta legislativa nos próximos meses.
  • Um painel de especialistas em proteção infantil apresentará recomendações até agosto sobre uma possível proibição de uso por menores.
  • A Comissão mira a Lei de Equidade Digital para restringir práticas de design viciantes de plataformas como TikTok, X, Instagram e Facebook, buscando fortalecer a Lei de Serviços Digitais.
  • A presidente Ursula von der Leyen ressaltou riscos como privação de sono, depressão, ansiedade, automutilação, dependência e cyberbullying, vinculando-os a modelos de negócios que tratam a atenção de crianças como mercadoria.
  • Atualmente, a legislação permite que Estados-membros definam a idade mínima; há debate para elevar a idade digital para quinze anos na França e em nível europeu, com uma ação também contra o X e sua ferramenta Grok.

A União Europeia está estudando regular os modelos de negócios das redes sociais com foco na proteção de menores. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que uma proposta comum para proibir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais deve ser apresentada nos próximos meses. Um painel de especialistas deve apresentar recomendações até agosto.

A ideia é avaliar medidas que tornem proibido o uso de redes sociais por menores, conforme o andamento de estudos em curso. Von der Leyen sinalizou a possibilidade de um adiamento do acesso às plataformas, dependendo do que o grupo de especialistas indicar em Copenhague, durante uma cúpula sobre IA e crianças.

Além disso, a UE estuda a regulação do modelo de negócios das plataformas, com a futura Lei de Equidade Digital (DFA). O objetivo é frear práticas de design que incentivem o uso excessivo e a dependência, especialmente em TikTok, X, Instagram e Facebook.

Reforço das leis existentes

A Comissão reforça que a DFA pode impor limites ao uso de IA nas redes sociais, além de consolidar a aplicação da Lei de Serviços Digitais (DSA). A ideia é exigir medidas mais rigorosas para conteúdos prejudiciais e mecanismos de proteção aos jovens.

Von der Leyen citou exemplos de design viciante, como rolagem infinita e notificações, afirmando que a idade mínima não está sendo respeitada por algumas plataformas. O objetivo é assegurar que as plataformas respeitem restrições já previstas na legislação.

A Comissão abriu um processo contra o X e a ferramenta de IA Grok, acusados de facilitar a criação de imagens sexualmente explícitas de mulheres e crianças. O caso segue para avaliação sob as normas da DSA e da DFA, com foco na proteção de menores.

Fonte: AFP e Reuters

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