- A União Europeia manteve Argentina, Paraguai e Uruguai autorizados a exportar carne para o bloco, conforme lista atualizada anunciada em 12 de maio de 2026.
- O Brasil foi retirado da lista por não cumprir requisito fitossanitário europeu, ficando sem autorização para exportar sob o acordo Mercosul–UE.
- Mesmo com o acordo em vigência provisória desde 1º de maio, as exportações brasileiras para a UE ficam restritas até 3 de setembro de 2026.
- Pela forma estabelecida no tratado, carne de aves pode entrar sem tarifas dentro de quota de 180 mil toneladas; carne bovina tem alíquota de 7,5% dentro da quota de 99 mil toneladas.
- A UE condiciona as autorizações ao cumprimento de regras para uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos, visando combater a resistência antimicrobiana.
O Comitê da UE atualizou a lista de países do Mercosul autorizados a exportar carne para o bloco. A União Europeia manteve Argentina, Paraguai e Uruguai como exportadores, enquanto o Brasil foi retirado por não cumprir requisito fitossanitário. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 12 de maio de 2026.
No acordo provisório que entrou em vigor em 1º de maio, a UE zerou tarifas para mais de 5 mil produtos do Mercosul, incluindo carne bovina e aves. O Brasil ficará sem condições de exportar sob esse regime a partir de 3 de setembro, caso não resolva as restrições.
A lista publicada pela UE mostra os produtores autorizados a comercializar para consumo humano de origem animal: Argentina, carne bovina, aves, peixes, caprinos e ovinos; Paraguai, carne bovina; Uruguai, carne bovina e produtos ovinos, caprinos e equinos.
Contexto regulatório e condições
A UE condiciona as importações à conformidade com regras de uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. A lista seguirá formalmente adotada nos próximos dias, com regras de importação válidas a partir de 3 de setembro de 2026. A resistência antimicrobiana é destacada pela Comissão Europeia como prioridade de saúde pública.
Segundo o comunicado da Comissão, países na lista demonstraram cumprir restrições sobre uso de antimicrobianos para crescimento e tratamento de animais. A adoção da lista visa assegurar padrões sanitários e proteger cidadãos europeus.
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