- Uma discharge petition na Câmara dos EUA atingiu o mínimo de 218 assinaturas para forçar votação em plenário sobre ajuda militar à Ucrânia e novas sanções à Rússia, podendo ocorrer no início de junho.
- O deputado Kevin Kiley, da Califórnia, que deixou o Partido Republicano para se tornar independente, assinou a petição nesta quarta-feira, somando-se aos republicanos Brian Fitzpatrick e Don Bacon, já signatários.
- A iniciativa ocorre em meio a tensões internas entre aliados de Donald Trump e a liderança republicana na Câmara, que vem diluindo o apoio à ajuda a Kiev desde o retorno de Trump à Casa Branca.
- O Ukraine Support Act, apresentado em abril de 2025 pelo democrata Gregory Meeks, está dividido em três partes: apoio a Kiev e à OTAN, financiamento de mais de 1 bilhão de dólares em segurança e até 8 bilhões em empréstimos diretos, e sanções à Rússia.
- As discharge petitions têm ganhado espaço com a atual maioria republicana reduzida, entre 217 republicanos, 212 democratas, um independente e cinco vagas em aberto, registrando uso recente para pautas polêmicas.
Uma petição na Câmara dos Representantes dos EUA para obrigar a votação em plenário sobre ajuda militar à Ucrânia e novas sanções contra a Rússia atingiu nesta quarta-feira o mínimo de 218 assinaturas necessárias para avançar. A medida pode abrir caminho para uma votação no início de junho, mesmo com a oposição do presidente da Câmara, Mike Johnson.
O deputado Kevin Kiley, da Califórnia, que deixou a filiação republicana para atuar como independente, assinou a chamada discharge petition (petição de desbloqueio de pauta) e juntou-se a apoiadores para forçar a discussão na Casa. Antes dele, já haviam assinado Brian Fitzpatrick (Pensilvânia) e Don Bacon (Nebraska).
A iniciativa está ligada ao Ukraine Support Act, apresentado em abril de 2025 pelo democrata Gregory Meeks, da Nova York. O projeto prevê apoio à Ucrânia e à Otan, além de recursos para reconstrução, e autorização de mais de US$ 1 bilhão em ajuda de segurança e até US$ 8 bilhões em empréstimos diretos.
Entre as medidas, o texto também impõe sanções e controles de exportação contra a Rússia, abrangendo instituições financeiras, setores de petróleo e mineração e autoridades russas. A ideia é pressionar Moscou por meio de ações econômicas e diplomáticas coordinadas.
A Câmara, com maioria apertada, vem usando com mais frequência as discharge petitions para forçar votações mesmo quando o presidente Johnson não apoia as propostas. Atualmente são 217 republicanos, 212 democratas, um independente e cinco vagas em aberto.
Historicamente, as discharge petitions são raras, mas ocuparam espaço recente na agenda de votações. Em abril, por exemplo, a Câmara aprovou extensão de proteções temporárias para haitianos, após uma assinatura bem-sucedida da estratégia.
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