- Marie-Thérèse Ross-Mahé, cidadã francesa de 85 anos, foi detida em Basile, Louisiana, em 1º de abril por suposto excesso de permanência de visto de 90 dias.
- Ela havia ido aos Estados Unidos para ficar com o marido falecido, com quem se casou em abril de 2025 em Alabama, e após a morte dele houve disputa de herança que envolveu mudanças de correspondência.
- Durante a detenção, relatou regras rígidas, guarda-ges gritando e mães separadas de seus filhos, com momentos de solidariedade entre as presas.
- O caso ganhou repercussão internacional, com o governo francês solicitando libertação; o Departamento de Segurança Nacional afirmou que as detenções obedecem padrões nacionais e que os detidos recebem alimentação, água, cobertores, atendimento médico e contato com familiares e advogados.
- Ross-Mahé foi libertada e retornou à França; disse que a experiência mudou sua visão sobre os EUA e que pretende buscar tratamento para transtorno de estresse pós-traumático.
Marie-Thérèse Ross-Mahé, cidadã francesa de 85 anos, foi detida nos EUA após perder uma entrevista de imigração. A prisão ocorreu em 1º de abril, em Louisiana, durante o governo de Donald Trump, em meio à operação de crackdown migratório. Ela foi acordada por cinco homens que se identificaram como agentes de imigração, ainda de roupão, pantufas e pijamas.
Em Basile, Louisiana, a idosa ficou presa com 58 mulheres, a maioria mães. Segundo Ross-Mahé, algumas não sabiam onde estavam seus filhos. A detenção ocorreu poucos dias após a transferência do seu caso, ligado a uma disputa de herança envolvendo o marido falecido.
A história de Ross-Mahé começa na França, onde ela conheceu William B Ross durante a década de 1950. Casaram-se em abril de 2025 e ela mudou-se para Anniston, Alabama. O falecimento dele, em janeiro, abriu uma disputa de espólio que envolveu a família e mudanças de correspondência.
Detalhes da detenção
Rainha da narrativa, Ross-Mahé descreveu o ambiente do centro de detenção como rigidamente disciplinado. Ela afirmou que os guardas falavam alto, gerando barulho constante e chacoalhando a rotina das internas. A idosa recordou noites com cobertores que se deslizavam e mãos amigas ajudando.
Ela relatou apoio entre as detentas: uma companhia discreta, gestos de cuidado e o apelido carinhoso de Avó. Em Nantes, onde se recuperou, a família acompanhou a adaptação e a busca por tratamento médico para traumas. As memórias incluem sinais de solidariedade entre mulheres.
A defendida pelo governo dos EUA, o Departamento de Segurança Nacional afirmou que Ross-Mahé overstayed o visto e que as unidades de detenção passam por auditorias regulares para cumprir padrões. A agência garantiu fornecimento de refeições, água, coberturas, tratamento médico e comunicação com familiares e advogados.
Reação e contexto internacional
A família de Ross-Mahé recebeu apoio diplomático: o governo francês pediu a libertação e criticou métodos da ICE. Um juiz de direito de inventário questionou o papel de um filho federal na detenção da sogra, abrindo investigação.
Ross-Mahé mostrou-se marcada pela experiência, com memória fragmentada e distúrbios emocionais. Ela pretende buscar tratamento para sintomas de estresse pós-traumático e manter contato com as outras detentas, muitas sul-americanas. A narrativa também aponta mudança na percepção sobre o sistema imigratório norte-americano.
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