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Drones de baixo custo alteram guerra no Líbano e desafiam Israel

Drones de baixo custo, com fibra óptica, ampliam a ofensiva do Hezbollah no sul do Líbano e desafiam Israel

Vídeo publicado pelo Hezbollah mostra ataque de drone a tanque israelense
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  • Drones FPV de fabricação com impressão em 3D e componentes comerciais custam entre US$ 300 e US$ 400 por unidade e ampliam a capacidade ofensiva do Hezbollah no sul do Líbano.
  • Eles operam com visão em primeira pessoa, usando cabo de fibra óptica ligado ao operador, o que evita bloqueio por guerra eletrônica.
  • Possuem baixa assinatura de radar, podem ter menos de um metro de porte e voam em alta velocidade, tornando a detecção e o abatimento mais difíceis.
  • Desde o cessar-fogo de 17 de abril, ataques com drones já provocaram ao menos quatro mortes entre as forças de segurança israelenses.
  • O Israel reavalia a zona de segurança e planeja ampliar a produção de drones nacionais, enquanto especialistas destacam que não há solução única e que os vídeos do Hezbollah também servem como propaganda.

Pequenos e baratos, drones explosivos fabricados com impressão 3D ganharam espaço no conflito no sul do Líbano, alterando táticas entre Hezbollah e Israel. Cada aeronave custa entre US$ 300 e US$ 400, segundo relatos. Operam sem tripulação a bordo para ataques a alvos militares.

Chamados FPV, os veículos são controlados por imagens em tempo real de uma câmera instalada na aeronave. O diferencial é o uso de um cabo de fibra óptica que liga o operador ao drone, evitando bloqueios por guerra eletrônica. A transmissão ocorre dentro do fio, sem ondas detectáveis.

Drones de fibra óptica costumam ter baixa assinatura de radar e estrutura leve. Modelos menores que um metro conseguem rápidas manobras, dificultando detecção e abate. Em vídeos divulgados pelo Hezbollah, ataques a soldados ao lado de tanques aparecem com regularidade.

Aumento da capacidade ofensiva

Desde o cessar-fogo de 17 de abril, ataques com drones se tornaram mais frequentes. Autoridades israelenses indicam mortes de pelo menos quatro integrantes das forças de segurança em ações com drones após a trégua, elevando o custo da presença militar no Líbano.

A defesa de Israel estima que o Hezbollah conta com cerca de 100 operadores de drones na região. O período de pausa no combate seria utilizado para montagem, treinamento e aquisição de componentes mercadológicos.

Origem e lições da Ucrânia

A produção local ganhou força após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad no fim de 2024, interrompendo o corredor terrestre de armas do Irã ao Líbano. Componentes comerciais adaptados e impressão 3D permitem reposição rápida e custo reduzido.

A inspiração também vem da guerra na Ucrânia. Técnicas de drone conectados por fibra óptica ganharam destaque no fim de 2024, com ataques diretos e confirmação de impacto por outra unidade a distância.

Reação de Israel

O impacto estratégico levou a uma revisão de operação na fronteira sul. Drones conseguem percorrer dezenas de quilômetros, fazendo com que Israel questione a extensão da zona de segurança necessária para proteger tropas e civis no norte.

As forças de defesa estudam contramedidas, incluindo mísseis guiados a laser, redes de captura, barreiras físicas, feixes que danificam eletrônicos e dispersão de tinta para dificultar a visão das câmeras. A resposta não depende de uma única solução.

Aspectos táticos e propagandísticos

Vígias de vídeos com ataques gravados pelos drones funcionam também como propaganda para o Hezbollah, que busca desgaste gradual da capacidade adversária. Especialistas destacam que a estratégia não visa apenas vitórias rápidas, mas redução contínua da disposição israelense na região.

Em resumo, drones de baixo custo com tecnologia de ponta desafiam as defesas convencionais, exigindo respostas multidisciplinares e adaptações rápidas por parte de Israel e de aliados na região.

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