- Governo diz que enviará, em até dez dias, informações à União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção de proteína animal.
- UE suspendeu, na semana passada, a compra de produtos de origem animal do Brasil e negocia alternativas para reverter a decisão.
- Foram realizadas duas reuniões: em Bruxelas, com o diretor-geral da UE para Saúde e Segurança Alimentar, e em Brasília, com a embaixadora da UE no Brasil.
- Ficou acordado que cada produto de origem animal será analisado separadamente pela autoridade sanitária da UE.
- Se a Comissão Europeia não revogar a suspensão, as exportações brasileiras para o bloco podem ser interrompidas a partir de três de setembro de dois mil e vinte e seis.
- O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que todos os esclarecimentos serão apresentados dentro do prazo e ressaltou o peso do Brasil no setor.
O governo brasileiro se comprometeu a enviar informações à União Europeia em até dez dias para comprovar o cumprimento das regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na cadeia de produção de proteína animal. A comunicação tem o objetivo de reverter a suspensão anunciada pela UE.
Representantes do Brasil participaram de duas reuniões, nesta semana, para tratar do tema. Em Bruxelas, a delegação contou com o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da missão junto à UE, e Nilton Morais, adido agrícola do Ministério da Agricultura. Eles se reuniram com a Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, esteve com a embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf, para alinhavar os próximos passos. Ao final dos encontros, ficou acordado que cada produto de origem animal — carnes bovina e de aves, mel, ovos, entre outros — será analisado separadamente pelo órgão sanitário europeu.
Caso a Comissão Europeia não recue, a exportação brasileira de carne e outros produtos de origem animal para países da UE poderá ser suspensa a partir de 3 de setembro de 2026. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que os esclarecimentos serão enviados dentro do prazo acordado.
De Paula ressaltou ainda a atuação do Brasil, citando o sólido sistema de defesa agropecuária e a tradição de exportação para a UE há mais de quatro décadas. O governo brasileiro busca manter a continuidade das vendas e evitar interrupções no fluxo comercial com o bloco.
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