Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Hamas poderia permanecer como grupo político se desarmasse, diz enviado de Gaza

Hamas poderia permanecer como movimento político se desarmar e transferir o poder; o status quo pode consolidar a linha amarela em muro e dividir Gaza

Nickolay Mladenov was named high representative for Gaza to the US-led Board of Peace in January
0:00
Carregando...
0:00
  • Nickolay Mladenov, representante da Banca da Paz para Gaza, disse que o Hamas poderia sobreviver como movimento político se entregar o poder, rejeitar o conflito armado e largar armas e estruturas militares.
  • Ele alertou que a continuidade do status quo pode consolidar a Linha Amarela, levando a uma divisão permanente de Gaza, possivelmente com muro ou cerca.
  • O plano de paz de Donald Trump para Gaza está travado, com o Hamas recusando desarmar e Israel realizando ataques frequentes e restringindo a passagem de ajuda.
  • Israel vem ampliando o controle sobre a faixa de Gaza desde a trégua de outubro passado; março viu novas áreas exigindo coordenação com forças israelenses.
  • Mladenov afirmou que o Hamas pode disputar eleições nacionais se abandonar as atividades armadas, mas grupos armados com comando militar não podem coexistir com uma autoridade palestina de transição.

Nickolay Mladenov, enviado de Gaza para o Conselho de Paz apoiado pela coalizão liderada pelos EUA, afirmou que o Hamas poderia persistir como movimento político se entregar o governo e abandonar a luta armada. A declaração foi feita em Jerusalém durante visita à imprensa.

Segundo ele, manter o status quo pode consolidar a Linha Amarela, possivelmente em uma cerca ou muro, criando uma divisão permanente em Gaza. O diplomata ressaltou que os palestinos da região não apoiariam essa separação.

Apenas parte do acordo de paz proposto pelo ex-presidente Donald Trump avança, com o cessar-fogo atual arrastando-se e o Hamas resistindo à desmilitarização. Israel realiza ataques frequentes e atira contra quem se aproxima de suas áreas.

Israel ampliou o controle efetivo sobre Gaza desde o início do cessar-fogo, em outubro. Em março foram definidas novas áreas onde organizações internacionais devem coordenar atividades com as forças israelenses.

O jornal Israel Hayom aponta que a área sob controle de Israel soma 64% da Faixa de Gaza, incluindo zonas atrás da Linha Amarela e áreas que exigem coordenação. Autoridades destacam a responsabilidade de proteção civil em toda a faixa.

Patrick Griffiths, representante de observação humanitária, disse que Israel é potência ocupante com obrigações legais que abrangem toda Gaza, independentemente da localização dos cidadãos.

Hamas afirma que Israel matou 850 pessoas em Gaza durante o cessar-fogo, sem distinguir civis de combatentes, e restringiu severamente a entrada de ajuda. A organização também alega deslocamento gradual da Linha Amarela para o oeste.

Cogat, órgão de defesa israelense, informou entrada diária de cerca de 600 caminhões de ajuda desde o início do cessar-fogo, embora dados de Hamas indiquem que, em alguns dias, apenas um terço desse volume chegou a Gaza.

Apesar de se comprometer com a entrega de poder, o Hamas permanece reticente quanto à desmilitarização. Mladenov ressaltou que o grupo pode existir como partido político desde que abandone atividades armadas.

Para ele, a retirada israelense depende da desmilitarização do Hamas e da transferência de poder, sob pena de consolidar a divisão atual de Gaza, segundo a leitura do diplomata.

O governo de Israel afirmou que termos do cessar-fogo impedem o Hamas de participar da governança de Gaza, direta ou indiretamente, o que já foi estipulado no pacto vigente.

O Hamas reiterou o compromisso de entregar o poder, segundo autoridades locais. Mladenov destacou que o próximo passo do plano de paz exige cooperação de ambas as partes ou a preservação da divisão.

Entre membros de ambos os lados, há quem considere uma terceira via, inclusive a desmilitarização do Hamas pela força, o que aumentaria o risco de retorno de confrontos na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais