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Impasse no front pode definir rumos da guerra na Ucrânia

Especialistas divergem, mas apontam que o conflito pode terminar este ano, com Kiev menos dependente de armas ocidentais e pressão nos EUA

Quais os planos de Putin?
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  • O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã continua a desviar a atenção da guerra na Ucrânia, e Moscou se beneficia com a alta de petróleo e gás.
  • Na linha de frente, não há grandes avanços; a Ucrânia intensifica ataques a infraestruturas de transporte de petróleo na Rússia, como em Tuapse, e Putin aparece com popularidade em queda.
  • Há expectativa de nova mobilização na Rússia, mas especialistas divergem sobre a possibilidade de mobilização ampla devido à economia russa.
  • A Ucrânia estaria mais independente de armas ocidentais, cobrindo de 60% a 70% de suas necessidades internamente, mesmo sem garantia de fornecimento total de armas pelos EUA.
  • As eleições legislativas de meio mandato nos Estados Unidos podem ser um ponto de virada, com especialistas dizendo que o apoio a Kiev pode permanecer para pressionar por continuidade da Otan.

A guerra entre EUA e Israel contra o Irã continua a desviar a atenção do conflito na Ucrânia, segundo especialistas. Em maio de 2026, as análises apontam que o desdobramento no leste europeu pode caminhar para um desfecho, ainda que o cenário seja volátil. Kiev teme reduzir o envio de armamentos ocidentais e se prepara para manter a resistência por longos meses. Moscou se beneficia da alta internacional de petróleo e gás.

Apesar de nenhum lado registrar avanços territoriais expressivos, a Ucrânia intensificou ações contra infraestrutura de transporte de petróleo na Rússia, como em Tuapse, no Mar Negro. O Kremlin tem adotado medidas de contenção, incluindo interrupções temporárias da internet móvel. A popularidade de Vladimir Putin permanece em queda, segundo a leitura de analistas.

Cenário estratégico e mobilização

Especialistas que participaram de debates no Fórum de Segurança de Kiev, no fim de abril, destacam sinais de aproximação de um fim de conflito, influenciados pelas eleições legislativas nos Estados Unidos. Questiona-se se Putin anunciará nova mobilização, como ocorreu em 2022, ante a pressão na linha de frente. Militares ucranianos também não descartam essa possibilidade.

Não há consenso sobre a possibilidade de mobilização ampla na Rússia. Pesquisadores ressaltam dificuldades econômicas que podem limitar uma nova mobilização de grande escala, ainda que o debate persista entre analistas ocidentais.

Dependência de armas ocidentais e apoio externo

Apesar das tensões no Golfo, a Ucrânia aparece mais independente de armas ocidentais do que em épocas anteriores, segundo especialistas. A avaliação aponta que Kiev cobre grande parte de suas necessidades com produção interna, o que poderia sustentar a resistência mesmo com reduções no fluxo de armamentos vindos da Europa e dos EUA.

Entretanto, Washington não consegue assegurar, até o fim do ano, o mesmo nível de fornecimento de mísseis e outros sistemas de defesa aérea Patriot que houve anteriormente, segundo avaliadores. A queda de disponibilidade é atribuída a mudanças de prioridade na política externa dos EUA.

Perspectivas de negociação e posição de Kiev

Analistas destacam que negociações reais para encerrar a guerra devem ocorrer após as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro. A expectativa é de que eventuais mudanças na bancada republicana possam influenciar o apoio à Ucrânia e à OTAN.

Líderes da OTAN reconhecem a dificuldade de encerrar o conflito apenas no campo militar, apontando que o Exército russo mantém certa força, apesar das perdas. A possibilidade de um cessar-fogo é discutida como cenário mais provável em um momento de deterioração econômica russa.

Previsões e perspectivas

Especialistas divergem quanto ao momento de um ponto de inflexão. Um grupo aponta para chances de acordo já neste ano, com a pressão sobre Moscou e evolução de condições. Outro grupo projeta 2027 como ano em que a Ucrânia poderia emergir vitoriosa, dependendo de fatores econômicos e políticos.

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