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Trump elogia Xi Jinping como grande líder no início de cúpula histórica na China

Trump elogia Xi como grande líder ao iniciar cúpula histórica em Pequim, com foco em comércio, Irã e armas a Taiwan e a busca por estabilidade entre as potências

Donald Trump caminha com o líder chinês Xi Jinping em cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim
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  • Trump chamou Xi Jinping de “grande líder” e amigo ao abrir duas dias de conversas em Pequim, com foco na trégua comercial, na guerra no Irã e nas vendas de armas a Taiwan.
  • Xi afirmou que uma relação estável entre China e EUA beneficia o mundo, durante a cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo.
  • Um grupo de CEOs, incluindo Elon Musk e Jensen Huang, acompanha a viagem, e o primeiro pedido de Trump é abrir a China para a indústria americana.
  • As conversas devem buscar manter a trégua comercial de outubro passado e discutir comércio, investimento mútuo e, possivelmente, questões ligadas à IA.
  • Trump chega com base política fragilizada nos EUA; a China deseja menos restrições a exportações de equipamentos de chips, enquanto Washington busca acordos que reduzam o déficit comercial e tratem de Taiwan.

Donald Trump iniciou nesta quinta-feira, 14 de maio, em Pequim, uma cúpula histórica com Xi Jinping. O encontro, de dois dias, acontece no Grande Salão do Povo e marca a retomada de negociações entre EUA e China. O tema principal é a frágil trégua comercial e tensões em aberto, incluindo Iran e Taiwan.

Acompanhando o presidente americano, uma delegação de executivos busca abrir portas para a indústria dos Estados Unidos. Entre eles estão Elon Musk e Jensen Huang, da Nvidia, com Trump destacando a prioridade de abrir a China para investimentos e produtos americanos.

Na cerimônia de boas-vindas, Xi cumprimentou Trump com tapete vermelho, enquanto tropas marchavam ao som de hinos e crianças agitavam bandeiras. Trump elogiou o líder chinês, classificando-o de grande líder e amigo, em tom de cordialidade pública.

Xi Jinping ressaltou que uma relação estável entre as duas maiores economias do mundo beneficia o mundo inteiro. O presidente chinês afirmou que cada país pode se beneficiar do diálogo e que cooperação traz ganhos para ambos.

As negociações visam manter a trégua comercial firmada no ano anterior, quando Washington suspendeu tarifas sobre boa parte das importações chinesas. Pequim, por sua vez, recuou na pressão sobre fornecimento de terras raras, itens essenciais para indústria global.

Além de questões comerciais, os dois lados devem discutir cooperação em tecnologia e inteligência artificial, com esperada troca de propostas para ampliar comércio e investimento mútuos. O objetivo é reduzir o déficit comercial americano com a China.

O Tesouro americano e o governo chinês discutem também planos de facilitar exportações de aviões, agrícolas e energia dos EUA para a China. Em contrapartida, Pequim desejaria mais abertura de exportação de semicondutores e equipamentos de fabricação de chips pelos EUA.

Entre os pontos de tensão, a venda de armas americanas para Taiwan permanece como tema prioritário para Washington. A China reiterou forte oposição, em meio a um pacote de defesa de US$ 14 bilhões ainda sujeito à aprovação de Trump.

Analistas ressaltam que o momento é desafiador para os EUA, com dificuldades legais para impor tarifas e pressões internas ligadas à inflação causada pela guerra no Irã. A expectativa é que a cúpula produza sinais de estabilidade entre as duas potências, ainda que não haja garantias de avanços imediatos.

Xi tem uma visita aos Estados Unidos prevista para o final deste ano, a primeira desde a posse de Trump em 2025. A pauta conjunta deve incluir temas de comércio, segurança regional e cooperação estratégica entre as duas nações.

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