- O ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, diz que a aproximação entre Trump e Lula fortalece a posição americana antes da reunião de Trump com Xi Jinping, que acontece na China.
- Shannon afirma que a competição entre Washington e Pequim no século vinte e um será definida pela capacidade econômica e tecnológica, com minerais críticos e terras raras como áreas-chave.
- Segundo ele, o Brasil ganha importância por suas reservas minerais e pela atuação crescente em áreas de alta tecnologia, como inteligência artificial, podendo ajudar a estabilizar as relações entre EUA e China.
- O diplomata afirmou que os EUA precisam ampliar a presença na relação bilateral para manter o Brasil no meio do caminho entre os dois lados.
- Sobre um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos, Shannon disse que pode avançar em até cerca de 30 dias, com foco em minerais críticos e terras raras.
O ex-presidente e diplomata Thomas Shannon avalia que a aproximação entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva fortalece os EUA antes da reunião de Trump com Xi Jinping, na China. Segundo ele, a relação EUA-Brasil ganha ênfase estratégica em minerais críticos e terras raras. Trump chegou à China nesta quarta-feira para a visita oficial.
Shannon sustenta que a competição entre Washington e Pequim será definida pela capacidade econômica e tecnológica. O Brasil ganha relevância por suas reservas minerais e pelo avanço em áreas de alta tecnologia, como a IA, o que pode influenciar as negociações com os dois países.
O ex-embaixador acredita que o Brasil pode desempenhar um papel na estabilização das relações entre EUA e China, mantendo autonomia estratégica. Ele aponta que os EUA devem ampliar a presença no relacionamento bilateral para acompanhar os interesses brasileiros.
Sobre o encontro entre Lula e Trump, realizado pouco antes da viagem do presidente americano à China, Shannon comenta a possibilidade de avanço de um acordo comercial entre Brasil e EUA em um prazo próximo das eleições brasileiras. O foco estaria em minerais críticos e terras raras.
Para Trump, o objetivo é ter uma guinada que possa ser mostrada nas negociações com Xi, reforçando a posição americana em áreas estratégicas. A leitura do ex-diplomata é de que o acordo buscado excede o superávit comercial e envolve compromissos ligados a minerais.
Entre na conversa da comunidade