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Diretor da CIA se encontra com autoridades em Havana, afirma governo cubano

Delegação dos EUA liderada pelo diretor da Agência Central de Inteligência se reúne em Havana com autoridades cubanas para discutir cooperação em segurança; Cuba nega ameaça

andeiras cubanas tremulam a meio mastro ao lado da Seção de Interesses dos Estados Unidos (USINT), em homenagem ao 35º aniversário da queda de um avião comercial cubano em Barbados, em Havana, em 6 de outubro de 2011. O exilado cubano e ex -agente da CIA Luis Posada Carriles, acusado de planejar o ataque a um avião comercial cubano em 6 de outubro de 1976, que matou 73 pessoas em Barbados, vive atualmente em liberdade em Miami.
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  • Delegação dos Estados Unidos liderada pelo diretor da Central Intelligence Agency (CIA), John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com o Ministério do Interior de Cuba para tratar de cooperação entre as agências de segurança.
  • O governo cubano afirmou que Cuba não representa ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
  • A reunião ocorreu após um avião do governo dos EUA ser visto deixando o aeroporto internacional de Havana, na tarde desta quinta-feira.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os dois países “iriam conversar” e escreveu que Cuba está “pedindo ajuda”, mencionando a China em uma publicação na Truth Social.
  • Antes disso, ocorreram protestos em Havana na noite de quarta-feira, em meio a apagões frequentes e bloqueios, em contexto de embargo americano que tem agravado a escassez de combustível.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, liderou uma delegação dos Estados Unidos que se reuniu nesta quinta-feira (14) em Havana com o representante do Ministério do Interior de Cuba. O encontro ocorreu após declarações do presidente dos EUA sobre possíveis conversas entre antigos adversários. A reunião foi divulgada pelo governo cubano por meio de a mídia estatal Cuba Debate.

Segundo o comunicado do governo cubano, ambos os lados destacaram o interesse em ampliar a cooperação entre as agências de segurança e de aplicação da lei, com foco na segurança bilateral, regional e internacional. Também foi informado que Cuba não representa ameaça à segurança nacional dos EUA.

Um teste de que o encontro ocorreu nítido foi a observação de um avião do governo dos EUA deixando o aeroporto internacional de Havana na tarde desta quinta-feira, conforme testemunha da Reuters. A visita marca a continuidade de contatos entre Washington e Havana, após anos de atritos.

Protestos e apagões em Havana

Na noite de quarta-feira, a capital cubana registrou protestos em bairros periféricos, acompanhados por apagões e falhas de energia. Milhares de moradores bloquearam vias com lixo em chamas, batendo panelas e clamando por luz.

A crise de fornecimento de energia se agravou desde janeiro, quando o embargo dos EUA intensificou restrições de combustível. As autoridades locais atribuíram parte das dificuldades ao bloqueio externo, em meio a tensões políticas com Washington.

Trump afirmou, em rede social, que haveria conversa entre os dois lados, sem dar detalhes sobre o tema. O presidente também sinalizou continuidade de pressão sobre o governo cubano, ao mencionar interesses em mudanças na relação entre os dois países.

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