- Delegação dos Estados Unidos liderada pelo diretor da Central Intelligence Agency (CIA), John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com o Ministério do Interior de Cuba para tratar de cooperação entre as agências de segurança.
- O governo cubano afirmou que Cuba não representa ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
- A reunião ocorreu após um avião do governo dos EUA ser visto deixando o aeroporto internacional de Havana, na tarde desta quinta-feira.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os dois países “iriam conversar” e escreveu que Cuba está “pedindo ajuda”, mencionando a China em uma publicação na Truth Social.
- Antes disso, ocorreram protestos em Havana na noite de quarta-feira, em meio a apagões frequentes e bloqueios, em contexto de embargo americano que tem agravado a escassez de combustível.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, liderou uma delegação dos Estados Unidos que se reuniu nesta quinta-feira (14) em Havana com o representante do Ministério do Interior de Cuba. O encontro ocorreu após declarações do presidente dos EUA sobre possíveis conversas entre antigos adversários. A reunião foi divulgada pelo governo cubano por meio de a mídia estatal Cuba Debate.
Segundo o comunicado do governo cubano, ambos os lados destacaram o interesse em ampliar a cooperação entre as agências de segurança e de aplicação da lei, com foco na segurança bilateral, regional e internacional. Também foi informado que Cuba não representa ameaça à segurança nacional dos EUA.
Um teste de que o encontro ocorreu nítido foi a observação de um avião do governo dos EUA deixando o aeroporto internacional de Havana na tarde desta quinta-feira, conforme testemunha da Reuters. A visita marca a continuidade de contatos entre Washington e Havana, após anos de atritos.
Protestos e apagões em Havana
Na noite de quarta-feira, a capital cubana registrou protestos em bairros periféricos, acompanhados por apagões e falhas de energia. Milhares de moradores bloquearam vias com lixo em chamas, batendo panelas e clamando por luz.
A crise de fornecimento de energia se agravou desde janeiro, quando o embargo dos EUA intensificou restrições de combustível. As autoridades locais atribuíram parte das dificuldades ao bloqueio externo, em meio a tensões políticas com Washington.
Trump afirmou, em rede social, que haveria conversa entre os dois lados, sem dar detalhes sobre o tema. O presidente também sinalizou continuidade de pressão sobre o governo cubano, ao mencionar interesses em mudanças na relação entre os dois países.
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