- Xi Jinping alertou, durante encontro com Donald Trump em Pequim, que a questão de Taiwan é sensível e, se mal conduzida, pode colocar a relação entre China e Estados Unidos em uma zona extremamente perigosa, com conflitos.
- O presidente chinês citou a “Armadilha de Tucídides”, conceito de relações internacionais sobre a tendência de guerra quando uma potência emergente desafia a hegemonia.
- O termo foi cunhado por Graham Allison, baseado em Tucídides, que descreveu a ascensão de Atenas assustando Esparta e levando à guerra.
- Xi questionou se China e Estados Unidos podem superar a Armadilha e estabelecer um novo paradigma entre as grandes potências.
- O contexto é a disputa sobre Taiwan: para a China, a ilha é uma província rebelde; para os EUA, a política não reconhece Taiwan como Estado soberano, mas mantém apoio à defesa, com postura de manter o status quo.
No encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, realizado em Pequim na quinta-feira 14, o presidente chinês alertou para os riscos de administrar mal a questão de Taiwan. Ele afirmou que, se não for bem conduzida, a relação entre China e Estados Unidos pode entrar numa zona extremamente perigosa, com possibilidade de conflitos.
A menção à chamada Armadilha de Tucídides foi usada para indicar o risco de guerra quando uma potência emergente desafia a dominante. Xi citou a expressão durante o discurso no Grande Salão do Povo, ao discutir como evitar esse cenário nas relações bilaterais.
Armadilha de Tucídides: conceito das Relações Internacionais que descreve o agravamento do conflito entre uma potência emergente e a hegemonia estabelecida. O termo foi cunhado pelo cientista Graham Allison, inspirado na história da Guerra do Peloponeso.
Xi comparou a China e os EUA aos protagonistas da analogia, sugerindo que, sem gestão cuidadosa, o crescimento chinês pode elevar tensões com a superpotência norte-americana. A fala ocorreu em meio à discussão sobre Taiwan, tema sensível para Pequim.
Taiwan figura como ponto central do embate estratégico. A China classifica a ilha como província rebelde, enquanto os EUA não reconhecem Taiwan como estado soberano, mas a defendem de forma ampla, mantendo laços econômicos e apoio militar não oficial.
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