- Xi Jinping mencionou a “Thucydides Trap” ao abrir a reunião com Donald Trump em Pequim, questionando se China e EUA podem superar esse conceito histórico.
- O termo descreve a possibilidade de conflito quando uma potência emergente ameaça uma dominante, inspirado na História da Guerra do Peloponeso de Tucídides.
- Xi avisou que, se a questão de Taiwan for mal gerida, EUA e China podem entrar em conflito, colocando toda a relação bilateral em risco.
- Em tom mais conciliatório no banquete de estado, Xi afirmou que a grande revitalização da nação chinesa pode andar junto com a ideia de tornar a América grande novamente.
- Trump reagiu pelas redes sociais dizendo que Xi mencionou a China como potencialmente em declínio, enquanto ele afirmou que os EUA são hoje a nação mais forte e que a relação com a China pode melhorar.
Xi Jinping citou o historiador grego antigo Thucydides ao receber o presidente dos EUA, Donald Trump, em Pequim nesta semana. O encontro ocorreu em um cenário de tensões globais, com foco em Taiwan, guerra no Oriente Médio e relações sino-americanas.
O objetivo de Xi foi questionar se China e Estados Unidos podem superar a chamada Thucydides Trap, termo usado para descrever o risco de conflito quando uma potência emergente desafia uma potência estabelecida. A referência marcou a linha de abertura do diálogo.
A teoria, oriunda do historiador grego Thucídides, sustenta que o surgimento de uma nova potência provoca temor na dominante, aumentando a probabilidade de guerra. Analistas dizem que Xi tem usado o conceito há anos.
Taiwan e riscos de escalada
Xi alertou Trump sobre os riscos de qualquer erro relacionado a Taiwan, apontando que a questão é central para as relações bilaterais. Segundo o líder chinês, desentendimentos poderiam colocar o relacionamento em situação altamente perigosa.
Apesar das advertências, o tom durante o banquete de Estado foi mais conciliatório. Xi afirmou que grandes objetivos nacionais da China podem convergir com os interesses norte-americanos, beneficiando o mundo.
Trump respondeu em rede social, dizendo que Xi havia utilizado de modo elegante a hipótese de uma China em declínio, o que não refletiria o atual momento dos EUA. O ex-presidente afirmou que os EUA passaram a ser, segundo ele, uma das nações mais fortes do mundo.
O encontro ocorre em Beijing e integra a agenda de diálogo entre as duas maiores economias do mundo, com foco ainda em comércio, tecnologia e segurança regional. As próximas etapas incluem discussões formais à margem de um grande evento setorial.
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