- A Rússia afirmou estar construindo uma parceria total e completa com o Afeganistão, controlado pelo Talibã, durante a conferência da Organização de Cooperação de Xangai.
- A parceria prometida engloba contatos políticos e de segurança, além de cooperação comercial, econômica, cultural e humanitária.
- O secretário Sergei Shoigu destacou a contribuição do Afeganistão na luta contra o Estado Islâmico e citou a presença de mais de 20 grupos militantes com cerca de 23 mil membros no país.
- Membros da OCX, como China, Irã e Paquistão, devem retomar diálogos com o governo de Cabul, segundo a declaração de Shoigu.
- A Rússia foi o primeiro país a reconhecer o Emirado Islâmico do Afeganistão, em abril de 2025, o que pode estimular outros países a reconhecerem o regime; EUA devem assumir responsabilidade pela ocupação de vinte anos e pela reconstrução.
A Rússia afirmou que trabalha em uma parceria total e completa com o Afeganistão, governado pelo Talibã. A declaração foi feita pelo secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, na conferência da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) nesta quinta-feira, 14. A-bola é ampliar contatos políticos, de segurança, comércio, economia, cultura e apoio humanitário.
Shoigu afirmou que o Afeganistão tem méritos pela luta contra o Estado Islâmico e mencionou a presença de mais de 20 grupos militantes no país, com até 23 mil membros. Ele pediu que os membros da OCX retomem diálogos com Cabul e reconheçam o governo talibã. Também apontou a necessidade de responsabilidade dos Estados Unidos pela ocupação de 20 anos no território.
A autoridade russa reforçou que a cooperação regional deve abrigar normalização de laços com Cabul. Segundo Shoigu, a OCX precisa incentivar diálogos de paz e cooperação entre seus membros, incluindo China, Irã e Paquistão. A Rússia vem ampliando contatos com o Taliban desde a retirada ocidental do Afeganistão em 2021.
Repercussões e perspectivas internacionais
Especialistas observam que a retirada da Rússia da lista de organizações terroristas em 2025 e o reconhecimento do Emirado Islâmico do Afeganistão pela Rússia sinalizam uma mudança de posição. A medida pode influenciar outros países a reverem seus vínculos com Cabul, ainda que o reconhecimento não retire o Afeganistão do isolamento internacional.
Analistas destacam que o movimento russo pode impactar a dinâmica regional, abrindo espaço para novas alianças na Ásia Central. A comunicação entre Moscou e Cabul deve se intensificar em áreas de segurança, economia e assistência humanitária. A disputa geopolítica, no entanto, continua sob vigilância internacional.
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