- O dólar fechou em alta de 1,63%, cotado a R$ 5,067 nesta sexta-feira, em dia de aversão a risco nos mercados.
- O Ibovespa caiu 0,61%, para 177.284 pontos, e a bolsa acumula baixa de 3,70% na semana.
- O movimento ocorreu com venda de títulos e dúvidas sobre a normalização da oferta de petróleo no Oriente Médio.
- Rendimentos de títulos: a taxa dos Treasuries de 10 anos superou 4,6%, e o rendimento dos títulos japoneses de 30 anos chegou a 4% pela primeira vez desde 1999.
- O petróleo Brent subiu 2,31%, para US$ 109,34 por barril, em meio a tensões entre Estados Unidos, Irã e o Estreito de Ormuz após a cúpula entre Trump e Xi Jinping.
O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira, 15, subindo 1,63% para 5,067. O Ibovespa caiu 0,61%, aos 177.284 pontos, com a semana encerrando em baixa de 3,70%. O movimento ocorreu em meio a uma sessão de aversão a risco nos mercados globais.
Amanhã de tensão teve como pano de fundo dúvidas sobre a velocidade de normalização da oferta de petróleo do Oriente Médio. O rendimento dos Treasuries de 10 anos avançou e ultrapassou 4,6%, enquanto o papel japonês de 30 anos chegou a 4% pela primeira vez desde 1999.
Panorama global e impactos no petróleo
O rali de ativos de renda variável nos EUA perdeu força após o fechamento da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos e o líder da China, que não avancou na retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz, via estratégica para o petróleo. O Brent chegou a subir 2,31%, para US$ 109,34 por barril, até as 17h30.
Reações de especialistas e condições de risco
Analistas destacaram que o movimento recente de alta das bolsas norte-americanas pode sinalizar risco de correção, especialmente diante da volatilidade nos títulos e da incerteza sobre Ormuz. Entidades de mercado ressaltaram ceticismo quanto a uma solução rápida para a abertura da rota de abastecimento.
Perspectiva de curto prazo
Especialistas apontam que a volatilidade ainda deve permanecer, com a incerteza sobre a abertura do Estreito de Ormuz pesando sobre as expectativas de política de produção e preços. A leitura conjunta dos ativos aponta para prudência nos próximos dias.
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