- Um iraquiano identificado como Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi foi preso nos Estados Unidos e recebeu seis acusações relacionadas a terrorismo.
- Ele, segundo o Departamento de Justiça, atuaria como operador do grupo iraquiano Kata’ib Hezbollah e do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC).
- Al-Saadi, de 32 anos, apareceu em tribunal federal de Manhattan e é acusado de conspirar para fornecer apoio a organizações terroristas estrangeiras, além de planejar ataques a locais públicos e destruir property.
- A investigação cita ligações com o falecido comandante iraniano Qassem Suleimani e o líder do Kata’ib Hezbollah, Abu Mahdi al-Muhandis, e aponta ataques como incêndio criminoso contra o banco NY Mellon, em Amsterdam, e um ataque a uma sinagoga em Skopje.
- Autoridades destacam ameaças contra instituições judaicas nos EUA e na Europa, com supostas mensagens e postagens de al-Saadi relacionadas a retaliação e instruções a possíveis cúmplices.
Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, nacional iraquiano, foi preso nos EUA e acusado de envolvimento em quase 20 ataques terroristas e tentativas de ataque na América e na Europa. Ele foi transferido para custódia dos EUA no exterior e apresentou-se em tribunal federal em Manhattan na sexta-feira. As acusações tratam de conspirar para dar suporte a organizações terroristas, planejar ataques a locais públicos e destruir propriedades.
De acordo com a acusação, al-Saadi atuava como comandante para o Kata’ib Hezbollah e teria ligações com a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). O documento descreve encontros com figuras próximas, incluindo Qassem Suleimani, morto em 2020, e Abu Mahdi al-Muhandis, líder do Kata’ib Hezbollah. Fotografias citadas mostram al-Saadi perto de Suleimani.
Entre os ataques, a denúncia aponta incêndio criminoso contra o Bank of New York Mellon, em Amsterdã, em março, seguido de divulgação de vídeo com mapas de planejamento. Ações em outras frentes incluem ataque a uma sinagoga em Skopje, Macedônia, em abril, e esfaqueamentos de dois homens judeus, um deles cidadão americano-britânico, em Londres.
A Justiça dos EUA afirma que o grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia (HAYI) funcionava como fachada para ampliar os objetivos de Kata’ib Hezbollah e IRGC. O material de acusação descreve mensagens em redes sociais discutindo ataques globais em nome do IRGC e seus aliados, após informações de conflito no Oriente Médio.
Por volta de 7 de março de 2026, al-Saadi teria publicado no Snapchat uma mensagem intitulada “Shadow soldiers”, para ativar células terroristas mundialmente em apoio ao IRGC. A denúncia cita conversas com uma fonte do FBI e um suposto ataque frustrado a uma agência do Bank of America em Paris.
O documento cita tentativa de ataques contra instituições judaicas nos EUA, inclusive em Nova York. Em 3 de abril, o suspeito teria enviado mensagens a uma fonte policial disfarçada, UC-1, indicando alvos e discutindo o uso de explosivos na sinagoga de Nova York.
Em nota, o Ministério da Justiça dos EUA informou que a prisão demonstra que as autoridades continuarão a agir contra organizações terroristas estrangeiras. Autoridades locais destacaram a cooperação entre órgãos federais e a polícia de Nova York para impedir ameaças a locais judaicos.
A polícia de Nova York ressaltou que o caso evidencia riscos globais apresentados pelo regime iraniano e por seus apoiadores. As autoridades afirmaram ter interrompido o plano para uma sinagoga em Manhattan e mantido a segurança dos locais atingidos.
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