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Nacionalistas israelenses pedem morte a árabes em marcha em Jerusalém

Marcha de nacionalistas em Jerusalém evidencia radicalização, com cânticos antiárabes e confrontos; Ben-Gvir levanta bandeira no Monte do Templo e reaviva tensões

Pessoas acenam com bandeiras israelenses enquanto se reúnem na Praça do Muro das Lamentações, o local de oração mais sagrado do judaísmo, durante o Dia de Jerusalém, na Cidade Velha de Jerusalém, em 14 de maio de 2026
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  • Nacionalistas de Israel realizaram uma marcha em Jerusalém, com cânticos de ódio como “morte aos árabes” e “Gaza é um cemitério”, em evento patrocinado pelo Estado.
  • O ato ocorreu no aniversário da captura e anexação da cidade pelos israelenses, marcado pela tensão entre manifestantes e moradores palestinos na Cidade Velha.
  • O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, ergueu uma bandeira israelense diante da mesquita de al‑Aqsa (Monte do Templo) e apoiadores entoaram “o Monte do Templo está em nossas mãos”.
  • Ben-Gvir publicou que, cinquenta e nove anos após a libertação de Jerusalém, ergueu a bandeira e que Israel retomou o controle sobre a área; o governo busca alterar o status quo vigente.
  • Participaram da marcha o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, convocantes de várias regiões e assentamentos da Cisjordânia; 4 centenas de voluntários do grupo Standing Together também se mobilizaram para proteger moradores palestinos.

Na quinta-feira, nacionalistas de Israel realizaram uma marcha em Jerusalém para marcar o aniversário da captura e anexação da cidade. O ato, patrocinado pelo Estado, teve cânticos contra árabes e palestinos e seguiu uma linha cada vez mais radical nos últimos anos.

Entre os participantes, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, ergueu uma bandeira israelense diante da mesquita de al-Aqsa, ao lado de apoiadores que defendiam que o Monte do Templo estaria sob domínio judeu.

Outro participante de destaque foi o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que integrou o ato. Também estiveram presentes manifestantes vindos de diversas regiões de Israel e de assentamentos na Cisjordânia, com organização financeira da prefeitura de Jerusalém e de ministérios do governo.

Na sequência, o Guardian mostrou que muitos moradores palestinos da Cidade Velha fecharam lojas e voltaram para casa antes do início da marcha. Mesmo assim, grupos judeus radicais entraram em confronto com moradores restantes, com cadeiras arremessadas e houve dispersão pela polícia.

Apoiadores do governo e de grupos de direita disseram protagonizar o evento, enquanto militantes do grupo Standing Together atuaram para proteger moradores palestinos. Segundo o organizador do grupo, 400 voluntários participaram, número considerado recorde.

Um participante ultraortodoxo, que viajou do norte do país, relatou ter ficado preocupado com a violência promovida por parte de alguns membros da sua comunidade e afirmou sentir necessidade de agir para defender o respeito às convicções religiosas.

A cobertura internacional indicou que, mesmo com a presença de muitos apoiadores, houve tensão entre defensores do ato e parte da população local, dificultando a percepção de segurança pública na área.

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