- Irlanda é um dos cinco países que boicotam o Eurovision deste ano, juntamente com Islândia, Países Baixos, Eslovênia e Espanha, por discordarem da participação de Israel.
- Não haverá participantes irlandeses nem transmissão das atividades de Viena pela RTÉ; a emissora ficará com um episódio do sitcom Father Ted em vez disso.
- O RTÉ justificou o boicote como inconcebível diante das mortes em Gaza e da crise humanitária, destacando também a negação de acesso de jornalistas internacionais à região.
- O primeiro-ministro Micheál Martin chamou a decisão de “ato de solidariedade” com jornalistas mortos, enquanto críticos internos contestaram a posição.
- A controvérsia envolve também críticas de criadores do programa e reações da comunidade judaica na Irlanda, além de discussões sobre o papel do boicote na cultura e no esporte.
Ireland anuncia boicote ao Eurovision neste ano, juntando-se a Islândia, Países Baixos, Eslovênia e Espanha. O motivo é a decisão da EBU de permitir a participação de Israel. Não há representante irlandês na final de 2026, e RTÉ não transmitirá eventos de Viena, exibindo em seu lugar um episódio temático de Father Ted.
O boicote envolve a ausência de participação oficial e a decisão de não veicular a cerimônia na televisão pública. RTÉ descreveu a medida como um ato de solidariedade diante da crise humanitária em Gaza e das mortes de jornalistas. O governo irlandês também expressou críticas à condução do conflito.
A decisão acontece no contexto de controvérsias sobre a participação de Israel no concurso desde o início da guerra em Gaza em 2023. Houve protestos durante as edições de 2024 e 2025 e a organização alterou regras de votação e promoção após as disputas.
Reação da imprensa e do público
A emissora israelense Kan classificou a ausência de Irlanda como um boicote cultural que afeta a liberdade de criação. O anúncio de RTÉ gerou críticas de setores da comunidade judaica na Irlanda, com alguns chamando a medida de inadequada.
Contexto político e internacional
Dublin tem adotado posição crítica em relação a Israel, incluindo o reconhecimento de um estado palestino em 2024. Em 2024, Israel encerrou sua embaixada na Irlanda devido a políticas anti-Israel do governo irlandês. A situação afeta também diálogos esportivos, com planos de jogos da UEFA Nations League no radar.
Reações no próprio país
Entre jovens em Dublin, a posição de boicote recebeu apoio de parte da população estudantil. Alguns opinam que o país deveria também boicotar o evento internacional. Há também membros da comunidade que defendem a participação cultural com críticas a ações de violência.
Perspectivas para o futuro
A Eurovisão mantém o foco no evento, enquanto persiste o debate sobre participação de Israel e medidas de boicote. A EBU emitiu um aviso formal à emissora israelense Kan após instruções de voto manipuladas durante a etapa anterior.
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