- Rússia e Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra cada um, como parte de um cessar-fogo de três dias mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que a troca é o primeiro passo para uma troca maior, de até mil prisioneiros de cada lado, conforme o acordo.
- A equipe de inteligência ucraniana (HUR) informou que muitos retornados estavam em cativeiro desde meses após a defesa de Mariupol.
- Também houve a troca de corpos: a Rússia entregou 526 cadáveres à Ucrânia e recebeu 41.
- Kiev e Moscou agradeceram aos Emirados Árabes Unidos pela mediação; as negociações de paz seguem estagnadas.
A Rússia e a Ucrânia realizaram nesta sexta-feira a troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado, dentro do acordo de cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito após as partes confirmarem o acordo previamente firmado para reduzir tensões.
Segundo o governo ucraniano, a operação marca o primeiro passo para uma troca maior, com Kiev e Moscou concordando em eventualmente repatriar mil prisioneiros de cada lado. A informação foi divulgada por Volodymyr Zelensky, que afirmou que 205 ucranianos já estão em casa, muitos capturados desde 2022.
Entre os retornados, havia militares que passaram anos em cativeiro e defenderam Mariupol, cidade portuária no sudeste que caiu em 2022. A retirada ocorreu sob a supervisão de autoridades ucranianas, com relatos de familiares e soldados voltando à liberdade. Um dos combatentes recebeu apoio de soldados próximos ao ônibus da recepção.
A autoridade de inteligência militar ucraniana (HUR) informou que dezenas de oficiais, soldados e sargentos retornaram, além de a Rússia ter entregue 526 corpos em troca de 41 do lado ucraniano. Os dois países agradeceram aos Emirados Árabes Unidos pela mediação.
O Ministério da Defesa russo informou que seus militares estavam em Belarus, recebendo o suporte necessário durante a operação. Paralelamente, as negociações de paz entre as duas nações estão estagnadas desde o cessar-fogo de 9 a 11 de maio, marcado por violações de ambos os lados.
Contexto mais amplo aponta que as trocas de prisioneiros viraram um dos desdobramentos mais tangíveis das negociações mediadas pelos EUA, em meio a ataques aéreos russos e ofensivas com drones ucranianos. O conflito permanece sem perspectiva de solução rápida.
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