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Trump acusa repórter de traição após pergunta sobre Irã

Durante viagem de retorno, Trump chama repórter de "traidor" ao questionar novo bombardeio ao Irã, ampliando tensão diplomática

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  • Trump disse a um repórter que “é quase uma traição” o que ele escreve sobre possível bombardeio ao Irã, em conversa a bordo do Air Force One.
  • O presidente questionou a utilidade de repetir o bombardeio após 38 dias de ações sem mudanças políticas no Irã.
  • Ele chamou o repórter de farsante e afirmou ter “vitoria militar total”, alegando ter destruído a Marinha iraniana.
  • As negociações entre EUA e Irã estagnaram nas últimas semanas, com Trump dizendo que a crise seria resolvida antes de sua viagem à China.
  • Trump disse que o cessar-fogo com o Irã estava em estado crítico e rejeitou a última proposta iraniana, chamando-a de “lixo”; Teerã pediu fim da guerra, levantamento do bloqueio e liberação de ativos.

Donald Trump discutiu a possibilidade de bombardear o Irã durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, na volta para casa na sexta-feira. O presidente dos EUA classificou a atuação de um repórter como quase traição, ao questionar se repetidas ações militares trariam mudanças políticas no Irã.

O repórter questionou a utilidade de repetir bombardeios, lembrando que o esforço anterior durou 38 dias sem levar a mudanças. Trump sustentou ter obtido vitória militar e afirmou ter destruído boa parte da Marinha iraniana, ao mesmo tempo em que criticou a imprensa ao apontar que o New York Times e a CNN seriam adversários.

Segundo o contexto, as negociações entre EUA e Irã estariam estagnadas nas últimas semanas, com Trump anteriormente sinalizando que a crise seria resolvida antes de sua viagem à China. Ainda nesta semana, ele afirmou que o cessar-fogo estaria em estado crítico, rejeitando uma proposta de Teerã como inadequada.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o governo iraniano era generoso na negociação, levando em conta o fim da guerra, o levantamento de sanções e a liberação de ativos congelados devido à pressão norte-americana.

Crédito: Viory

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