- Ao retornar dos EUA após três dias na China, Donald Trump disse que ainda não decidiu se venderá armas a Taiwan.
- Xi Jinping pressionou os EUA a não defender Taiwan; Trump afirmou que não se comprometeu e decidirá em breve.
- O ex-presidente disse que vai conversar com Lai Ching-te sobre o assunto, e que Taiwan foi um dos principais temas das reuniões.
- Os EUA fornecem armamentos a Taiwan e mantêm relações não formais, embora não reconheçam oficialmente a ilha como país.
- No encontro, não houve consenso sobre Taiwan; Trump disse que não quer outra guerra e adotou tom mais ameno sobre o conflito sino-taiwanês.
Donald Trump afirmou, ao retornar aos EUA nesta sexta-feira, que ainda não decidiu se venderá mais armas para Taiwan. A declaração ocorreu a bordo do Air Force One, após viagem de três dias à China. O tema foi citado como um dos principais durante as conversas com Xi Jinping.
Segundo o presidente chinês, Xi Jinping, houve reivindicações fortes para que os EUA não defendam a ilha. Trump disse não ter se comprometido com nada e que tomará uma decisão em breve, sem detalhar prazos. Ele também mencionou que pretende tratar o assunto com o líder taiwanês Lai Ching-te.
Trump destacou que o tema foi debatido ao longo das duas jornadas de encontros com Xi, mas não houve consenso sobre armas para Taiwan. O republicano afirmou ter ouvido as demandas de Pequim sobre a reunificação, sem responder de forma direta.
Sobre a defesa de Taiwan em caso de invasão, Trump preferiu não comentar qual seria sua posição. Ele disse que não falaria sobre esse tema com Xi, citando que apenas ele sabe a resposta correta.
Contexto das negociações
Xi Jinping reiterou que Taiwan é o ponto mais sensível das relações bilaterais. Pequim defende o princípio de Uma Só China, segundo o qual a ilha não é reconhecida como país autônomo. A estratégia chinesa envolve desalojar movimentos separatistas por meio de pressões políticas e militarização gradual.
A discussão ocorre em um momento de tensões regionais, com a China buscando manter controle sobre Taiwan e os EUA mantendo vínculos militares e comerciais, sem reconhecer formalmente a independência taiwanesa. A diplomacia segue sinalizando cautela para evitar conflito direto.
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