- A Rússia devolveu 528 corpos à Ucrânia em meio a um acordo de troca de prisioneiros; as autoridades russas não confirmaram a data exata de recebimento e disseram que podem ser militares ucranianos.
- No dia anterior, Rússia e Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra de cada lado; foi a 74ª troca desde 2022 e ocorreu após Donald Trump anunciar uma trégua de três dias e a troca de 1.000 prisioneiros de cada lado.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a troca de sexta-feira constitui a primeira fase do anúncio feito por Trump.
- Os soldados libertados, com idades entre 21 e 62 anos, demonstraram alívio ao pisarem em solo ucraniano; alguns passaram mais de quatro anos em cativeiro na Rússia.
- Autoridades ucranianas informam que mais de sete mil prisioneiros de guerra ainda permanecem em cativeiro; várias missões envolvendo o processo de troca seguem nos próximos dias.
A Rússia devolveu 528 corpos à Ucrânia em meio a um acordo de troca de prisioneiros anunciado no fim de semana. Segundo o Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra, as identidades devem ser confirmadas por investigadores e especialistas, que promoverão o processo de repatriação. A data exata da entrega não foi especificada pela instituição.
A devolução ocorre após a troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado, realizada na sexta-feira. Este intercâmbio foi o 74º desde 2022 e chega em meio a um esforço explícito de trégua anunciado pelos EUA, ligado à declaração de Trump. Zelensky afirmou que a operação representa a primeira etapa do acordo descrito pelo presidente norte-americano.
Entre os libertados, há militares com idades entre 21 e 62 anos, alguns cativos por mais de quatro anos na Rússia. Um soldado de Mariupol afirmou, por vide depoimento, que comemora o aniversário enquanto recebe a liberdade. Outro combatente destacou a determinação de continuar lutando pela pátria e pela paz.
Os liberados mostraram expressões de alívio, porém cansaço após longos anos na prisão. Muitos pedem que não se esqueça dos que permanecem presos. Nos próximos dias, centenas de famílias aguardam desfechos adicionais dessas trocas em larga escala.
Autoridades ucranianas informam que mais de 7 mil prisioneiros continuam em cativeiro. Na mesma conjuntura, 34 Estados-membros do Conselho da Europa, a UE e países terceiros sinalizaram interesse em aderir a um futuro tribunal especial para julgar a invasão russa.
Troca de prisioneiros e contexto internacional
A operação de sexta-feira é apresentada como parte de um processo contínuo de intercâmbio entre Kiev e Moscou. A divulgação sobre a entrega de corpos integra ações humanitárias associadas ao acordo de troca, ainda sem data final definida.
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