- Semana passada, operação internacional entre Brasil e Bolívia prendeu um casal em Santa Cruz de La Sierra, acusado de lideranças do Comando Vermelho na Bahia, destacando a Bolívia como base de facções fora do Brasil.
- Além deles, outros dois foragidos do PCC foram localizados na Bolívia; em uma chácara de Santa Cruz foram apreendidas 21 armas (15 fuzis), fardamentos da polícia boliviana, drogas, 150 mil dólares, veículos e celulares; dois bolivianos foram presos.
- Os suspeitos do PCC, Felipe Anderson Pinho de Sousa, 32, e Gleison Gomes de Oliveira, 30, eram apontados como líderes do PCC no Ceará e tinham mandado de prisão em aberto.
- A Polícia Federal diz que a dupla do PCC fazia a segurança do narcotraficante uruguaio Sebastian Marset, capturado em Santa Cruz e extraditado para os Estados Unidos.
- O cenário é usado para reforçar a cooperação regional contra o crime organizado, com a Interpol liderando força-tarefa na América do Sul, coordenada pela Polícia Federal brasileira.
Na última semana, forças de segurança do Brasil e da Bolívia prenderam um casal em Santa Cruz de La Sierra. Eles são considerados lideranças da facção Comando Vermelho (CV) atuando na Bahia. A operação não foi isolada.
Além deles, outra dupla ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi localizada na Bolívia. Felipe Anderson Pinho de Sousa, o “Felipe Pacote”, de 32 anos, e Gleison Gomes de Oliveira, o “Zé Caboclo”, de 30, estavam numa chácara. Ação resultou na apreensão de armas, drogas e dinheiro.
A polícia informou que os presos do PCC eram responsáveis pela segurança de um fugitivo internacional apontado como narcotraficante uruguaio Sebastian Marset, capturado em março em Santa Cruz e extraditado aos EUA. Os investigadores apontam a cidade como base de atuação dos grupos criminosos no exterior.
O que mudou na linha de fronteira do crime
A operação evidencia um movimento de facções brasileiras que migram para a Bolívia após fugas do Brasil, mantendo controle de atividades ilícitas. A cooperação entre autoridades facilita a interceptação de integrantes que atuam nos dois lados da fronteira.
Segundo a PF, o território boliviano facilita deslocamentos e esconderijos com uso de documentos falsos e infraestrutura de apoio local. Promotores destacam a corrupção como elemento facilitador para a permanência e atuação dos foragidos.
Contexto e desdobramentos
A atuação conjunta envolve esforços regionais, com apoio de cooperações internacionais. Em 2026, a integração de forças sul-americanas busca desarticular redes transnacionais de crime organizado, com acesso a dados e compartilhamento de inteligência em tempo real.
A Polícia Federal ressalta que operações seguem para desarticular lideranças e redes de abastecimento, reforçando o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas. A reportagem não localizou os advogados dos presos para manifestação.
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