- Victor Lima Sedlmaier foi preso em Dubai e deportado ao Brasil após mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal, cumprido quando chegou a Guarulhos na tarde de sábado, 16.
- Ele era considerado foragido desde 14 de dezembro, data em que a sexta fase da Operação Compliance Zero avançou.
- A polícia liga Sedlmaier ao grupo hacker “Os Meninos”, que atuava em ataques cibernéticos e monitoramento ilegal, com suposto apoio a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
- A cooperação internacional via Interpol levou à localização do suspeito no aeroporto de Dubai; autoridades dos Emirados Árabes esclarecem deportação imediata ao Brasil.
- A investigação também investiga ocultação de provas e uso de documento falso envolvendo Sedlmaier, com possível participação no desmonte de evidências após a prisão de Vorcaro.
Victor Lima Sedlmaier, alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, durante cooperação entre Polícia Federal (PF) e Interpol. O delegado confirmou a deportação dele para o Brasil após o fim da operação, com mandado de prisão expedido pelo STF. A prisão ocorreu na cidade de origem internacional do suspeito, segundo apurado pela PF.
Sedlmaier desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no fim da tarde, quando agentes federais cumpriram o mandado de prisão. Ele era considerado foragido desde o dia 14, data em que a 6ª fase avançou para a nova etapa da operação. A PF informou que a detenção segue ordem judicial.
Vínculos com o grupo hacker
A investigação aponta que Sedlmaier integrava o grupo conhecido como “Os Meninos”, associado a ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento digital ilegal. O grupo seria ligado a atividades em benefício de Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, conforme apurado pela PF.
A defesa negou que Sedlmaier estivesse foragido, afirmando que ele colaborava com as autoridades. Os advogados disseram que o investigado deve esclarecer as suspeitas no processo.
Cooperação internacional e desdobramentos
A PF afirmou ter acionado mecanismos de cooperação internacional via Interpol, o que levou à localização do suspeito no aeroporto de Dubai. Os Emirados Árabes Unidos negaram a entrada de Sedlmaier e ordenaram sua deportação imediata ao Brasil, conforme comunicado da PF.
A 6ª fase da operação teve sete mandados de prisão autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master. O suposto líder do grupo, David Henrique Alves, continua foragido.
Suspeitas adicionais e documentos falsos
Antes da operação, Sedlmaier afirmou em depoimento que trabalhava para David Alves desde julho de 2024 e que fazia manutenção de computadores e desenvolvimento de software de IA. A PF investiga possível ocultação de provas e desmobilização do imóvel investigado após a prisão de Vorcaro.
A apuração também apura o uso de documento falso. Em março, agentes da Polícia Rodoviária Federal encontraram um documento com foto de Sedlmaier em nome de “Marcelo Souza Gonçalves”, em veículo ligado a um aliado de Vorcaro.
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