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PCC e Ndrangueta usam portos do Equador, Uruguai e Panamá para exportar cocaína

Traficantes do PCC e a aliança com a ‘Ndrangheta expandem exportação de cocaína por portos no Equador, Uruguai e Panamá, evidenciando rede transnacional

Nos 20 anos desde os ataques de maio de 2006, organização criminosa se tornou um dos mais importantes atores do tráfico internacional de cocaína.
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  • Investigações Samba e Conexão Paraíba mostram traficantes ligados ao PCC, à ‘Ndrangheta e à máfia dos Bálcãs usando portos no exterior — Equador, Uruguai, Panamá e Suriname — para exportar cocaína a Europa, Ásia e Oceania.
  • Portos de Machala e Guayaquil, no Equador, passaram a funcionar como entreposto importante do tráfico, entrepostos que substituíram o porto de Santos; outros terminais no Nordeste brasileiro também teriam sido usados para driblar a fiscalização.
  • No Brasil, quarenta e oito acusados foram denunciados pelo Ministério Público Federal, incluindo Demétrio Oliveira Batista, de 55 anos, e Nicholas Charles Evangelista Lopes, de 33 anos, com envolvimento confirmado pela Itália via acordo de colaboração premiada.
  • As provas apontam envio de cocaína em contêineres de frutas para Gioia Tauro e em contêineres refrigerados para Valência, além de utilização de pistas de pouso clandestinas na Bolívia, Uruguai e Equador.
  • O relatório aponta cooperação entre PCC, ‘Ndrangheta e máfia albanesa/servia, com movimentação estimada de R$ 4,8 bilhões entre 2018 e 2024; houve até a aquisição do navio Srakane, abandonado no Porto de Santos em 2020.

O que aconteceu

Traficantes ligados ao PCC, à ‘Ndrangheta e à máfia dos Bálcãs passaram a usar portos fora do Brasil para exportar cocaína, visando Europa, Ásia e Oceania. Portos no Equador, Uruguai, Panamá e Suriname integram o esquema, segundo investigações brasileiras e italianas.

Quem envolve

Entre os brasileiros, Demétrio Oliveira Batista e Nicholas Charles Evangelista Lopes aparecem como principais operadores. Na Itália, o mafioso Vincenzo Pasquino colaborou com as informações da operação. Integrantes da ‘Ndrangheta e de gangues albanesas, sérvias e australianas também participaram.

Quando e onde aconteceu

A investigação abrange operações entre 2018 e 2024. O Equador teve destaque pelo porto de Port Bolívar, entre Machala e Guayaquil, transformado em entreposto de cocaína. Outros portos citados incluem Pecém, Natal e Recife no Brasil, e Santander disciplinas na Espanha.

Por quê

As operações buscavam contornar fiscalização por meio de rotas transnacionais e sociedades empresariais, segundo a Polícia Federal brasileira. O objetivo era deslocar o tráfico para mercados internacionais e aumentar a lucratividade do esquema criminoso.

Portos internacionais e a rede transnacional

O PCC, a ‘Ndrangheta e a máfia dos Bálcãs teriam utilizado portos no Equador, Uruguai, Panamá e Suriname para embarques. Constatou-se também uso de portos brasileiros no Nordeste e no Sul e Sudeste para ocultar atividades e facilitar o desembaraço aduaneiro.

Detalhes do esquema e desdobramentos

Segundo a PF, Demétrio financiou gastos de cúmplices italianos e albaneses, enviando cocaína em contêineres de frutas ou refrigerados para destinos na Itália e na Espanha. Mensagens mostram discussões sobre o melhor momento de desembarque e sobre incidentes com cargas apreendidas.

Organização e impactos financeiros

O relatório indica movimentação de cerca de R$ 4,8 bilhões entre 2018 e 2024, por meio de sete empresas. Um cargueiro panamenho, o Srakane, foi adquirido para transportar cocaína, mas ficou abandonado no Porto de Santos após dívidas.

Situação processual e prisões

No Brasil, 16 acusados foram denunciados pelo Ministério Público Federal, incluindo Demétrio e Nicholas. Nicholas teve prisão decretada após ficar foragido durante a Operação Conexão Paraíba. No Brasil, a investigação levou à identificação de um organograma do grupo com envolvimento de parceiros italianos e albaneses.

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