- Protestos e bloqueios nas estradas na Bolívia já duram duas semanas, ameaçando fornecimento de combustível, alimentos e suprimentos essenciais.
- O governo destacou policiais e militares para enfrentar os bloqueios, que resultaram em confrontos e dezenas de prisões.
- Ao menos três pessoas morreram durante as manifestações.
- Governos da região emitiram declaração conjunta rejeitando ações para desestabilizar a democracia e pedindo diálogo.
- Apoiadores de Evo Morales marcham para La Paz; o governo afirma que Morales e seus apoiadores financiam os protestos, o que Morales negou; há acordos fechados com mineradores e professores rurais para encerrar manifestações.
Na Bolívia, protestos e bloqueios de estradas persistem há aproximadamente duas semanas, criando riscos de escassez de combustível, alimentos e suprimentos essenciais. O governo informou que policiais e militares foram acionados para conter os bloqueios, que já resultaram em confrontos e dezenas de prisões.
Aumento das preocupações na região
Países da região manifestaram preocupação com a deterioração da situação na Bolívia. Um grupo de governos latino-americanos emitiu uma declaração conjunta rejeitando ações que agravam a instabilidade, enfatizando a necessidade de diálogo, respeito às instituições e preservação da paz social.
Desdobramentos internos e atores envolvidos
A mobilização teve apoio de diferentes setores, incluindo a COB, confederação que coordena trabalhadores, e grupos de agricultores do altiplano, além de produtores de coca de Chapare e simpatizantes de Evo Morales. O número de mortes já é registrado em três, segundo informações oficiais.
Acusações e desmentidos
O porta-voz do governo afirmou que os protestos teriam apoio financeiro de redes de drogas e de Morales, acusação rebatida pelo ex-presidente em programa de rádio. Paralelamente, apoiadores de Morales iniciaram marcha de Oruro rumo a La Paz.
Desfecho parcial e acordos
Nas últimas semanas, o governo boliviano fechou acordos com mineradores e professores rurais, que concordaram em encerrar manifestações. Um movimento rumo à capital, com previsão de chegada na segunda-feira, ganhou força entre os apoiadores de Morales.
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