- Milhares de quenianos ficaram sem deslocamento e o transporte público paralisado após uma greve de operadores contra o aumento recente no preço do combustível.
- Em Nairobi, as principais vias ficaram vazias, com pedestres indo a pé para o trabalho; lojas abriram em parte da cidade e escolas pediram aos alunos para ficar em casa.
- A polícia enfrentou os manifestantes, usando gás lacrimogêneo para dispersar os protestos, com relatos de bloqueios de vias e abordagens a motoristas.
- A Transport Sector Alliance pediu a todos que fiquem off the roads em uma paralisação coordenada e clamou pela reversão dos reajustes de preços, estimando uma queda de cerca de 35%.
- A Epra elevou os preços a 242 shillings por litro de diesel e gasolina a 1,65 dólar por litro; o ministro da Fazenda disse que o aumento é “infeliz” e que o governo agirá com decisões informadas.
O strike nacional de operadores de transporte no Quênia paralisou ruas e afetou atividades comerciais após o reajuste recente no preço do combustível. Milhares de passageiros ficaram encurralados, e empresas registraram queda na atividade em diversos setores.
Com o objetivo de protestar contra o aumento dos preços, o setor de transporte reuniu-se sob a aliança Transport Sector Alliance (TSA). A paralisação incluiu ônibus de uso público, conhecidos como matatus, caminhoneiros e veículos privados, com uma chamada para ficarem off roads.
O movimento ocorreu na segunda-feira, após a autoridade reguladora de energia anunciar nova elevação nos preços. Em Nairobi, vias importantes ficaram desertas, levando muitos a caminhar para o trabalho e escolas a manterem alunos em casa.
Repercussões e desdobramentos
Em Nairobi e noutras regiões, a polícia entrou em confronto com manifestantes, usando gás lacrimogênio para dispersão. Relatos apontam ainda interrupções no tráfego e interrupção de alguns serviços de transporte.
A TSA afirmou que a ação é dirigida a toda a população, citando o peso dos custos de combustível sobre o custo de vida. O grupo pediu a reversão dos aumentos e a redução de preços em aproximadamente 35%.
A Energy and Petroleum Regulatory Authority (Epra) elevou o diesel e a gasolina a 242 e 242, respectivamente, atingindo cifras elevadas. O ministro da Fazenda, John Mbadi, considerou o reajuste “infeliz” e afirmou que a greve não é aceitável, defendendo decisões baseadas em dados.
Analistas destacam que o aumento do combustível eleva custos de alimentos e serviços. O governo já havia reduzido temporariamente o IVA sobre combustível, mas há pressão para medidas adicionais.
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