- O barril Brent subiu 1,9%, chegando a US$ 111,31, após novas ameaças de Donald Trump ao Irã.
- O Brent abriu em US$ 110,25 e o WTI, referência nos EUA, ficou em torno de US$ 102,29.
- Trump disse, em rede social, que “o tempo está se esgotando” para o Irã e pediu ação rápida.
- O movimento ocorre diante de temores de escalada no Oriente Médio e impactos no Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial.
- Autoridades veem possibilidade de a China atuar como mediadora; Xi Jinping teria sinalizado disposição para ajudar nas negociações.
O petróleo reagiu de forma abrupta após novas ameaças de Donald Trump ao Irã, elevando o temor de escalada no Oriente Médio. O Brent chegou a US$ 111,31 por barril, alta de 1,9%, ampliando a pressão sobre o mercado.
Os contratos futuros mostravam alta ainda pela manhã: o Brent operava em US$ 110,25 e o WTI, referência nos EUA, por volta de US$ 102,29. Movimentações acompanham as tensões na região.
Trump publicou em sua rede social Truth Social mensagens de tom agressivo contra o Irã, citando pressão para que haja ação rápida. As postagens foram feitas após conversa com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
Mais tarde, o presidente divulgou imagens associadas ao Irã, incluindo mapas com a bandeira americana sobreposta e setas apontando para território iraniano. Outra montagem mostra explosões e o que seria “Força Espacial”.
A escalada chegou a impactar o Estreito de Ormuz, passagem estratégica pela qual circula cerca de 20% do petróleo mundial. O corredor permanece sob tensão, com restrições a portos iranianos desde o mês passado.
Nos bastidores, autoridades dos EUA veem a China como possível mediadora de um acordo, citando forte relação econômica entre Pequim e Teerã. A presença de Xi Jinping em negociações foi citada por Trump, sem confirmação sobre um papel claro.
Contexto adicional aponta que, desde o fim de fevereiro, o Brent operava próximo de US$ 70 por barril. A recente alta reflete temores de interrupções no fornecimento global de energia.
Risco de interrupções no fluxo de energia
Especialistas destacam que o estreito de Ormuz continua vulnerável a rupturas, com impactos potenciais para oferta de petróleo e gás. Mercados observam sinais de resposta de políticas e eventuais acordos regionais.
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