- O programa de seguro para navios no estreito de Hormuz tinha até US$ 40 bilhões, mas não atraiu interessados em dois meses.
- As seguradoras Chubb e AIG foram recrutadas para oferecer a cobertura, mas nenhum prêmio foi utilizado até agora.
- O esquema não decolou, pois não cumpria todos os requisitos necessários e estava vinculado a escolta naval dos EUA, que não foi estabelecida.
- Em maio, os EUA chegaram a escoltar duas embarcações no âmbito do esforço “Projeto Liberdade”, mas não houve novas operações de proteção.
- Pelo menos 38 navios foram atacados desde o início do conflito e 11 marinheiros morreram; os preços de seguro no Golfo continuam elevados.
Desde março, o governo dos EUA havia anunciado um seguro para navios que transitariam pelo estreito de Hormuz, com cobertura de até US$ 40 bilhões. O objetivo era permitir o trânsito com segurança, reduzindo riscos ao comércio na região.
Entretanto, duas fontes próximas ao esquema afirmam que o programa não registrou utilizaçao nem um dólar de cobertura em dois meses. A iniciativa previa prazos e requisitos específicos para funcionar, incluindo uma possível escolta naval, que não foi implementada.
O seguro era gerido pela Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA (DFC) e contou com o envolvimento de seguradoras privadas, como Chubb e AIG, para estruturar a cobertura. O foco era manter baixos os preços do petróleo ao facilitar a passagem de embarcações.
O estreito de Hormuz continua sendo rota estratégica, pelo volume de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Um porta-voz da Chubb afirmou que o objetivo do programa era assegurar navios sob uma escolta naval, o que, segundo informou, não ocorreu.
Profissionais do setor ressaltam que a disponibilidade de seguro não é o principal entrave para o trânsito. Ameaças físicas e riscos operacionais, como ataques, costumam ser apontados como barreiras reais para a retomada do fluxo de navios.
Ao longo de 2026, ataques e interrupções têm sido registrados, elevando o custo do seguro marítimo. Dados da Organização Marítima Internacional indicam que pelo menos 38 navios foram atacados ou atingidos desde o início do conflito, com 11 marinheiros mortos.
O programa ainda não foi acionado em nenhum navio, ainda que os preços do seguro permaneçam elevados. Analistas afirmam que a retomada do comércio depende da percepção de segurança por parte dos armadores e da credibilidade de garantias públicas.
Em meio a esse cenário, a autoridade reguladora e as seguradoras avaliam próximos passos para justificar qualquer nueva etapa do projeto, que permanece sem adesão efetiva até o momento.
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