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Ministro israelense Smotrich afirma que TPI busca mandado de prisão contra ele

Smotrich afirma que a procuradora da Corte Penal Internacional pediu mandado de prisão secreto contra ele, processo confidencial que ele classifica como declaração de guerra.

Bezalel Smotrich was among the Israeli nationalists who took part in the Jerusalem Day march last week
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  • O ministro israelense Bezalel Smotrich afirmou ter sido informado de que a procuradoria do Tribunal Penal Internacional pediu uma ordem de prisão secreta contra ele.
  • A medida é confidencial e precisa da aprovação de juízes do ICC; o tribunal não comentou o caso, e já havia negado a emissão de novas ordens para cinco autoridades israelenses.
  • Smotrich classificou a possível ordem como “declaração de guerra” e responsabilizou a Autoridade Palestina pela ofensiva.
  • Ele também ordenou a demolição de Khan al-Ahmar, vilarejo beduíno palestino conhecido por conflitos em Jerusalém/-West Bank.
  • O ICC tem jurisdição sobre crimes graves em territórios dos estados signatários; Israel não é membro, mas o tribunal reconheceu jurisdição sobre a Cisjordânia, Jerusalém oriental e Gaza desde 2021.

O ministro israelense Bezalel Smotrich, conhecido pela linha ultranacionalista, afirmou ter sido informado de que o procurador da Corte Penal Internacional (CPI) pediu um mandado de prisão secreto contra ele. Ele não detalhou as acusações, descrevendo a medida como uma declaração de guerra e atribuindo a responsabilidade à Autoridade Palestina.

Segundo Smotrich, o processo de solicitação de mandados é confidencial e depende da aprovação de juízes da CPI. O tribunal não comentou o caso, mas negou recentemente que mandados tenham sido emitidos contra cinco funcionários israelenses.

Smotrich detém amplos poderes sobre políticas israelenses na Cisjordânia e, em resposta, ordenou a demolição de Khan al-Ahmar, uma vila beduína palestina de destaque. Em 2018, a Suprema Corte de Israel manteve a ordem de despejo, mas a medida não foi aplicada após avisos de organismos internacionais.

Contexto e desdobramentos

No ano passado, o grupo de países ocidentais sancionou Smotrich e Itamar Ben-Gvir, com base em alegações de incitação a violência contra comunidades palestinas na Cisjordânia. Israel classificou as ações como injustificadas.

O Haaretz, neste domingo, citou fontes indicando que a CPI solicitou novos mandados de prisão para cinco oficiais israelenses, incluindo Smotrich, por supostos crimes contra palestinos. A CPI, porém, negou ter emitido novos mandados naquela situação.

Em novembro de 2024, juízes da CPI emitiram mandados de prisão para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e para o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, por presunção de crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito em Gaza. O tribunal também negou ter expedido novos mandados na situação na Palestina.

Jurisdição e posição do estado israelense

A CPI tem competência para processar acusados de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra nos territórios de estados signatários do Estatuto de Roma. Israel não é Estado parte, mas a CPI reconheceu jurisdição sobre a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza desde que a ONU aceitou que os palestinos eram membros.

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