- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional por surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, com quase 600 casos e 139 mortes suspeitas.
- A situação é crítica em Ituri, RDC, devido a conflitos e deslocamentos que agravam o surto, com falta de vacinas ou terapias específicas.
- O Comitê de Emergência da OMS concordou com a avaliação de emergência internacional, diante do potencial de maior disseminação e do elevado número de casos.
- A OMS atua com equipes no campo e autoridades de Uganda anunciaram medidas de saúde pública para conter a transmissão.
- Este é o nono uso do nível máximo de alerta sanitário internacional pela OMS.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que o surto de Ebola na RDC e em Uganda soma quase 600 casos e 139 mortes suspeitas, com novos registros esperados. A doença segue sob investigação, sem confirmação definitiva de todos os casos.
A OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC) devido ao surto. A decisão evidencia gravidade e potencial de expansão, exigindo ação coordenada entre países e parceiros internacionais.
A situação é crítica em Ituri, RDC, onde conflitos e deslocamentos populacionais agravam o quadro, aliado à falta de vacinas específicas. Autoridades trabalham para ampliar vigilância e resposta.
Contexto e resposta
O surto atual é causado pela espécie Bundibugyo, com maior impacto na região de Ituri, RDC. A OMS informou que equipes já atuam no campo, apoiando autoridades locais e nacionais para conter a transmissão.
Além disso, a OMS mantém presença de especialistas para monitorar a disseminação e orientar estratégias de contenção nos dois países. Uganda anunciou medidas públicas de saúde para conter o avanço da doença.
Perspectivas e ações em curso
A OMS ressaltou que a atuação rápida é essencial para reduzir casos e evitar novas mortes. A instituição reforça a importância de cooperação entre RDC, Uganda e parceiros globais para ampliar vigilância, isolamento de pacientes e comunicação de risco.
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