- A Câmara dos EUA cancelou a votação prevista sobre a resolução de poderes de guerra para encerrar o conflito com o Irã.
- A decisão evita constrangimento político para o presidente Donald Trump e indica enfraquecimento do apoio do Congresso ao conflito.
- Os três principais líderes democratas consideraram a ação “covarde” e disseram que Trump levou os EUA a uma guerra sem objetivos claros, sem estratégia de saída e sem autorização do Congresso.
- A votação foi adiada para depois do recesso, em junho, quando os deputados devem retornar ao plenário.
- A expectativa é de que a resolução tenha apoio bipartidário na próxima votação; o representante Brian Fitzpatrick afirmou que, na ocasião, a medida deverá passar.
A Câmara dos Deputados dos EUA adiou a votação de uma resolução de poderes de guerra destinada a encerrar o conflito com o Irã. A decisão foi tomada pelosRepublicanos, evitando constrangimento político para o ex-presidente Donald Trump.
A suspensão ocorreu pouco antes da previsão de votação prevista para quinta-feira. O texto, que receberia apoio bipartidário, exigiria ao governo federal encerrar a intervenção no Oriente Médio, caso fosse aprovado.
Lideranças democratas classificaram a manobra como falta de coragem, afirmando que os republicanos cederam à administração Trump ao postergar a votação. Hakeem Jeffries, Katherine Clark e Pete Aguilar destacaram a ausência de apoio público para o conflito.
Brian Fitzpatrick, deputado republicano da região de Filadélfia, rompeu com o grupo e votou pela última resolução de poderes de guerra, recebendo críticas de Trump. Ele afirmou que a decisão de adiar não impedirá a aprovação futura.
Entre os ausentes na quinta-feira, mas esperados para a votação em junho, está Thomas Massie, representante do Kentucky e crítico da coalizão EUA-Israel no Irã. Massie perdeu uma eleição primária recente com apoio de Trump.
No Senado, quatro republicanos se juntaram aos democratas para avançar a resolução de poderes de guerra, em um movimento que já havia sido tentado oito vezes. A mudança de posição no Senado contrasta com o atraso na Câmara.
Entre na conversa da comunidade