- O voo da Air France 378, com destino a Detroit, foi desviado para Montreal e só chegou a Detroit no fim da tarde, por questões de segurança relacionadas ao Ebola.
- A CBP informou que um passageiro do Congo foi embarcado por engano e não deveria ter viajado; o avião foi proibido de pousar em Detroit e encaminhado a Montreal.
- Em 18 de maio, o CDC e o Departamento de Segurança Interna anunciaram uma proibição de 30 dias para viajantes com passaporte não norte‑americano vindo da República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda, com triagens em pontos de entrada.
- Uma ordem do DHS determina o redirecionamento de passageiros com presença recente nesses países para o Washington Dulles International Airport, a partir da meia‑noite de 21 de maio, para medidas de saúde adicionais.
- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional devido ao surto de Ebola na DRC e em Uganda; estima-se ao menos 139 mortes e cerca de 600 casos suspeitos, com risco percebido como baixo para os EUA.
O voo da Air France com destino a Detroit foi desviado para Montreal após surgir a suspeita de exposição ao vírus Ebola a bordo. A aeronave, o AFR 378, foi direcionada a sair de Detroit Metropolitan Airport e pousar em Montreal devido a restrições de entrada para reduzir o risco epidemiológico.
A CBP informou que houve erro ao embarcar um passageiro proveniente da República Democrática do Congo, o que não deveria ter ocorrido diante das atuais restrições de viagem. O desvio incluiu a interrupção do desembarque em Detroit e o retorno ou deslocamento do voo para o aeroporto canadense.
Na prática, o plano de reencaminhamento foi confirmado por registros de rastreamento de voos. A aeronave então retomou o trajeto com destino final a Detroit, chegando ao aeroporto por volta das 20h18, conforme informações do site do aeroporto.
Medidas de fronteira e medidas de saúde pública
A partir de 18 de maio, o CDC e o DHS anunciaram suspensão de 30 dias de visto para residentes de Congo, Sudão do Sul e Uganda, além de triagens em pontos de entrada para viajantes daquelas áreas ou que tenham passado nelas nos 21 dias anteriores.
O DHS divulgou que passageiros que estiveram na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias devem seguir para Washington Dulles, onde as autoridades podem concentrar recursos de saúde pública para medidas adicionais.
A norma entra em vigor para voos que partirem após 23h59, horário de verão, de 20 de maio de 2026. A Organização Mundial da Saúde mantém alerta global sobre o surto na RDC e em Uganda.
Contexto do surto e ações clínicas
A OMS aponta que o surto atual envolve a linhagem Bundibugyo, com pelo menos 139 mortes e cerca de 600 casos suspeitos. O quadro permanece de monitoramento intenso, sem vacinas ou tratamentos amplamente disponíveis para essa linhagem.
Um médico americano que atuava na região ficou doente e foi transferido, em estado estável, para hospital na Alemanha. Outras seis pessoas com alto risco de exposição também estão isoladas na Europa.
O CDC ressaltou que a agência continua a rastrear contatos, ampliar capacidade de testes e manter equipes de apoio às regiões afetadas, com planos de movimentação conforme a necessidade. O risco para os EUA é considerado baixo no momento.
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