- A campanha presidencial da Colômbia tornou-se a mais sangrenta em décadas, com atentados a bomba no sul e o assassinato de um dos principais candidatos, perto das eleições de 31 de maio.
- Na terça-feira, 19 de maio, a comitiva do senador Alexander López foi atacada em uma rodovia no sudoeste; o presidente Gustavo Petro atribui o ataque a um grupo armado de narcotraficantes.
- Grupos dissidentes das Farc e o Exército de Libertação Nacional anunciaram cessar-fogos separados antes das eleições.
- O tema da campanha é a violência, com propostas distintas: Iván Cepeda defende manter negociações de paz; Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia defendem ofensiva militar.
- A pesquisa Invamer aponta Cepeda com 44,3% de apoio, De la Espriella com 21,5% e Valencia com 19,8%; segundo turno está previsto para 21 de junho se nenhum candidato atingir maioria.
A campanha presidencial colombiana chega ao momento mais violento das últimas décadas, com atentados, bombardeios e assassinatos aumentando a pressão sobre os candidatos. A escalada acontece na véspera da votação, marcada para 31 de maio.
Na terça-feira, a comitiva do senador Alexander López, do partido governista, foi alvejada em uma rodovia no sudoeste do país. O presidente Gustavo Petro atribuiu o ataque a um grupo armado de narcotraficantes, destacando a tentativa de sequestro.
Na sequência dos ataques, grupos dissidentes das Farc e o ELN anunciaram cessar-fogos separados apenas dias antes das eleições, sinalizando mensagens distintas sobre o fim do conflito e o caminho eleitoral.
Quem está envolvido
Iván Cepeda, candidato de esquerda, lidera as intenções de voto com promessas de manter negociações de paz. Cepeda recebe apoio de Petro para sucedê-lo, mantendo o eixo de diálogo com grupos armados.
Abelardo de la Espriella defende uma ofensiva militar mais agressiva, enquanto Paloma Valencia, candidata conservadora, exibe posição de firme resposta à violência e defesa ampliada das Forças Armadas.
Contexto eleitoral e dados de pesquisa
Uma sondagem da Invamer aponta Cepeda com 44,3% das intenções de voto, seguido por De la Espriella com 21,5% e Valencia com 19,8%. O levantamento indica a probabilidade de segundo turno para 21 de junho, caso nenhum alcance 50%.
A violência ligada a grupos armados alimenta a pauta central da campanha, alternando entre continuidade de negociações de paz e estratégias de segurança mais duras, conforme cada candidato expõe suas propostas.
Fonte: Metropoles, com destaque para ocorrências de 19 e 20 de maio e para o cenário de pesquisas.
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