- O ataque ocorreu em Starobilsk, na região de Luhansk, em um dormitório de um colégio profissional, deixando a edificação de cinco andares reduzida a escombros e equipes de resgate no local.
- Segundo autoridades russas, o ataque foi cometido por drones; há 21 mortos e 42 feridos, com sobreviventes encaminhados a hospitais, incluindo a jovem Olga Kovaleva, de 21 anos.
- A Rússia acusa a Ucrânia pelo ataque; a Ucrânia nega adultamente e afirma ter atingido uma unidade militar russa próximo a Starobilsk na noite de 21 a 22 de maio.
- Nações Unidas realizou sessão de emergência do Conselho de Segurança após as acusações e contranarrativas e a Rússia classificou o ocorrido como crime de guerra.
- Putin ordenou que o Ministério da Defesa proponha uma resposta ao ataque; o trabalho de busca e resgate foi encerrado no fim da tarde de sábado.
O ataque a um dormitório de uma instituição de ensino em Starobilsk, na região de Luhansk, provocou acusações mútuas entre Rússia e Ucrânia, uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas e promessas de retaliação pelo Kremlin. Segundo autoridades russas, o ataque teria sido realizado por drones vindos da Ucrânia, causando 21 mortes e 42 feridos.
Rússia sustenta que não havia instalações militares, de inteligência ou serviços próximos ao dormitório do Starobilsk Professional College, o que, segundo Moscou, descaracterizaria qualquer justificativa de defesa ou de guerra eletrônica. Fotos da destruição foram exibidas na televisão estatal.
O Ministério da Defesa da Ucrânia reconheceu ter efetuado uma operação perto de Starobilsk na noite entre 21 e 22 de maio, afirmando, no entanto, que o alvo era uma unidade militar russa. O comunicado não detalha se houve danos no lado ucraniano ou perdas civis.
Em Nova York, a Rússia solicitou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança. O embaixador russo citou violações do direito humanitário internacional e classificou o ataque como crime de guerra. O embaixador de outro país destacou que a reunião não deve ser usada para apontar culpados sem provas consistentes.
Pouco depois, o presidente russo Vladimir Putin ordenou que o Ministério da Defesa apresente uma resposta ao ataque. Comentários de comentaristas pró-Kremlin pediram ações que vão além de ataques contra alvos na Ucrânia, defendendo medidas contra a Europa.
A Belarusian TV e outros veículos estatais destacaram imagens do prédio reduzido a escombros, com equipes de resgate trabalhando entre detritos. Entre os sobreviventes apareceu a jovem Olga Kovaleva, resgatada após ficar presa sob os escombros.
As operações de busca e resgate, iniciadas na sexta-feira, concluíram no sábado, com equipes encerrando a atividade de rescaldo. Autoridades locais informam que a áreas adjacentes continuam sob análise para evitar novos riscos.
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