- O Irã lançou uma campanha para armar a população em resposta à possibilidade de invasão dos EUA, com estandes em praças de Teerã ensinando a manusear fuzis Kalashnikov, inclusive a crianças.
- TVs estatais passaram a veicular treinamentos ao vivo; em um episódio, o apresentador枪 disparou dentro do estúdio após instrução de um militar da Guarda Revolucionária.
- Campanhas incentivam famílias a enviar meninos a partir de 12 anos para a Guarda Revolucionária, o que a Anistia Internacional denuncia como crime de guerra.
- Casamentos coletivos em praças de Teerã foram promovidos com casais declarando disposição ao autossacrifício, acompanhado de fuzis e até de mísseis balísticos no palanque; desfiles militares quase diários aproximam militares dos civis.
- A estratégia busca mostrar resistência caso haja ataque, mas aumenta o risco de armas caírem em mãos de manifestantes; internamente, 21 pessoas foram executadas e 4 mil detidas desde o início da guerra, de acordo com ONGs.
A Irã intensificou uma campanha para armar civis diante de possíveis ações militares dos EUA. Nas praças de Teerã, integrantes da Guarda Revolucionária promovem treinamentos para manuseio de fuzis de estilo Kalashnikov, oferecidos gratuitamente a moradores, inclusive crianças. Em paralelo, mergulhadas na programação TV estatal, apresentações mostram apresentadores segurando fuzis e incentivando o público a replicar os movimentos.
Casamentos coletivos em praças da capital também foram realizados sob o tema da defesa nacional, com noivos declarando disposição ao autossacrifício em caso de guerra. Em algumas cerimônias, fuzis e até mísseis balísticos participaram de cenários no palco, reforçando a narrativa de mobilização popular para o conflito com os EUA. Desfiles militares quase diários percorrem as ruas, com militares próximos aos civis.
A própria imprensa estatal abriu espaço para treinamentos ao vivo, inclusive com demonstrações de disparo controlado. A divulgação cresce em meio à possibilidade de retaliação dos norte-americanos, após o presidente dos EUA ter sugerido novas ações caso negociações sobre o Estreito de Ormuz sejam interrompidas. O governo iraniano sustenta que a mobilização visa fortalecer a defesa do país.
Analistas ouvidos pelo portal ressaltam que a dimensão exata do arsenal disponível à população ainda não está clara. Um professor de política internacional afirma que o movimento pode transmitir a impressão de resistência organizada em nível de rua, se houver invasão. Já parte da população apoia a iniciativa, segundo relatos de testemunhas locais, com relatos de indivíduos que veem a preparação como forma de proteção.
Paralelamente, o Irã vive uma escalada de repressão interna. Organizações não governamentais apontam aumento de prisões e execuções de dissidentes desde o início da guerra em fevereiro. Ao menos 21 pessoas teriam sido executadas e outras 4 mil detidas nesse período, conforme monitoramento de grupos de direitos humanos. A ONG Iran Human Rights critica o baixo escrutínio internacional sobre violações de direitos no país.
A Casa Branca disse manter a opção de ações militares no cenário diplomático, sem detalhar novas estratégias. Em meio ao contexto, autoridades iranianas afirmam que a mobilização da população busca fortalecer a base de apoio interno diante da crise econômica e dos impactos da guerra. Não há confirmação independente sobre o alcance total da campanha de armar civis.
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