- Tulsi Gabbard deixará o cargo de diretora de inteligência nacional dos EUA, com saída prevista para 30 de junho.
- A demissão ocorreu em meio a um período em que ela ficou amplamente de lado em momentos de ataques de Donald Trump contra Venezuela e Irã.
- Em carta ao presidente, ela disse que, apesar de progressos, há trabalho importante a ser feito e citou o diagnóstico do marido, Abraham, com um câncer ósseo extremamente raro, como motivo para se afastar.
- A Casa Branca teria forçado a saída, e Aaron Lukas, atual vice-diretor, assume como diretor interino de inteligência nacional.
- Trump comentou a saída em rede social, dizendo que Gabbard fez um ótimo trabalho e que sentiremos sua falta, enquanto segue com a agenda de intervenção em política externa.
Tulsi Gabbard deixará o cargo de diretora de Inteligência Nacional dos EUA em 30 de junho, encerrando um mandato marcado por atritos internos e por ter ficado à margem de decisões estratégicas durante o governo de Donald Trump. A saída ocorre em meio a ataques de Trump contra Venezuela e Irã, temas recorrentes no esforço político externo da administração.
A decisão foi comunicada pela própria ex-diretora por meio de uma carta ao presidente, na qual afirmou que houve progressos, mas ainda há trabalho importante pela frente. O anúncio foi confirmado pela Casa Branca, que informou que Gabbard não deverá permanecer no cargo além de 30 de junho.
Em carta de demissão, Gabbard citou também motivos pessoais: o marido, Abraham, foi diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ela disse precisar se afastar para apoiá-lo durante o tratamento. A confirmação de seu afastamento foi dada pelo gabinete da ex-dirigente de Inteligência, que negou rumores de expulsão forçada.
Gabbard foi escolhida de forma atípica para o posto, sem experiência prévia em inteligência e com divergências pontuais sobre intervenções militares no exterior. Ainda assim, ela se comprometeu a reduzir a politização das agências de espionagem e alinhou-se, em certos momentos, à agenda de Trump, inclusive ao tom de negação de resultados eleitorais.
Conforme apurado por fontes ligadas ao escritório do diretor de Inteligência Nacional, a então presidente considerava a participação de Gabbard menos central em conversas de segurança, especialmente sobre Irã e Venezuela, o que levou a um afastamento gradual ao longo do mandato.
Novo cenário na liderança da Inteligência
Trump indicou Aaron Lukas, atual diretor adjunto, como substituto interino do cargo. O presidente já havia consultado membros do gabinete sobre a possibilidade de substituição de Gabbard, segundo pessoas informadas sobre as conversas.
A saída de Gabbard ocorre em meio a um contexto de críticas ao desempenho econômico e a pressões políticas internas. A gestão de políticas de segurança externa permanece em pauta, com questões sobre atuação militar no exterior e alinhamento com a Casa Branca.
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