- Globalmente, apenas oito rotas registram média superior a cem voos diários; a ligação São Paulo Congonhas–Rio de Janeiro Santos Dumont fica entre as oito, com 103 voos por dia, e os dados são da consultoria OAG, com os assentos anuais da rota SP-RJ fornecidos pela Anac.
- Ranking das rotas com mais de cem voos diários: Jeju–Seul (Coreia do Sul) 194; Melbourne–Sydney (Austrália) 134; Jidá–Riad (Arábia Saudita) 130; Hanói–Cidade de Ho Chi Minh (Viietnã) 123; Fukuoka–Tóquio (Japão) 113; Sapporo–Tóquio (Japão) 109; Mumbai–Délhi (Índia) 107; São Paulo Congonhas–Rio de Janeiro Santos Dumont 103.
- A ponte aérea brasileira se destaca pela frequência de decolagens, mas não pelo volume de assentos; não está entre as maiores em assentos nem na América Latina.
- Na região, a rota Bogotá–Medellín (Colômbia) teve cerca de 6,2 milhões de assentos ofertados em 2025.
- Limitações operacionais explicam a diferença: Congonhas opera até 44 pousos/decolagens por hora e Santos Dumont até 29; por isso usam aeronaves menores (Airbus A320, Boeing 737 e Embraer E2), exigindo mais voos para transportar o mesmo número de passageiros.
No mundo, apenas oito rotas têm uma média de mais de 100 voos diários, o que significa mais de quatro etapas por hora entre dois aeroportos. O levantamento foi feito pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência aeronáutica.
Entre as rotas com maior atividade, há trajetos na Ásia, Oceania e uma ligação brasileira. Jeju-Seul soma 194 voos diários, enquanto Melbourne-Sydney registra 134. Jidá-Riad fica com 130, e Hanói-Cidade de Ho Chi Minh, 123. Fukuoka-Tóquio aparece com 113 e Sapporo-Tóquio com 109.
Mumbai-Delhi fecha o top 8, com 107 voos diários. Entre as exceções, a ponte aérea Rio-São Paulo recebe 103 operações por dia, conectando Congonhas a Santos Dumont. O dado de assentos anuais para SP-RJ é de 5,1 milhões, segundo a ANAC.
Ponte aérea Rio-São Paulo
A rota brasileira se destaca pela frequência de decolagens, mas não pelo volume de assentos ofertados. Mesmo em oitavo lugar no ranking, não é a maior em termos de capacidade na América Latina.
Na região, a ligação Bogotá-Medellín teve 6,2 milhões de assentos ofertados em 2025, ilustrando o contraste entre frequência e capacidade. A diferença se deve ao tipo de aeronave habitualmente utilizado na rota brasileira.
Limitações técnicas
Congonhas opera entre 6h e 23h, com 103 operações diárias em 2025. Santos Dumont funciona no mesmo intervalo de tempo, mas com menos voos que Congonhas. Limitações de pista orientam o uso de aeronaves menores.
Os modelos comuns nessa rota são Airbus A320, Boeing 737 e alguns Embraer da família E2. Essas aeronaves têm menor capacidade, exigindo mais voos para transportar o mesmo número de passageiros de rotas com aviões de fuselagem larga.
Dados e contexto
Os números totais de voos são da OAG. A capacidade anual da rota SP-RJ, informada pela ANAC, soma 5,1 milhões de assentos. As informações ajudam a entender por que uma rota com alta frequência ainda não lidera em assentos.
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