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Irã e EUA fecham acordo, mas existem questões sensíveis, diz jornal

Acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã prevê reabertura do Estreito de Ormuz e o Irã ceder estoques de urânio enriquecido, com questões sensíveis em negociação para etapas futuras

Termos do memorando ainda dependem da assinatura do presidente Donald Trump
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  • EUA e Irã chegaram a um acordo de princípio para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, mas a assinatura depende da aprovação final de Trump e do líder supremo iraniano.
  • O entendimento prevê que o Irã abra mão de estoques de urânio altamente enriquecido; o mecanismo de descarte continua em negociação, e questões sensíveis como o arsenal de mísseis e uma moratória sobre enriquecimento ficam para uma segunda rodada.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizou uma abordagem gradual e alertou que, se não houver avanço em sessenta dias, o presidente terá “todas as opções” disponíveis, incluindo uso de força.
  • No Congresso, a reação foi dividida entre críticos republicanos e democratas; Israel teme que o acordo limite suas ações contra o Hezbollah, e não participou diretamente das negociações.
  • Analistas veem possível vitória de Teerã, que manteria controle estratégico do Estreito de Ormuz, mas o acordo é considerado frágil e ainda não há assinatura formal.

Foi alcançado neste domingo (24) um acordo de princípio entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, por via marítima. O entendimento ainda não foi assinado e depende da aprovação final de Washington e Teerã.

O acordo prevê que o Irã se comprometa a abrir mão de seus estoques de urânio altamente enriquecido. O mecanismo de descarte ainda é tema de negociação, enquanto questões sensíveis como o arsenal de mísseis e uma moratória no enriquecimento ficam para uma segunda rodada.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em visita a Nova Delhi, afirmou que a negociação seguirá de forma gradual. Ele ressaltou que não se pode resolver tudo em 72 horas e citou a necessidade de avanços nos próximos 60 dias para evitar uso de opções militares.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, não comentou publicamente sobre o acordo. Em declaração oficial, ele disse que qualquer acordo deve exigir o desmantelamento das instalações nucleares do Irã, tema que preocupa Israel, que teme impactos sobre o Hezbollah no Líbano.

No Capitol, a resposta foi dividida. Parlamentares republicanos mais conservadores chamaram o acordo de desastre, enquanto democratas criticaram a condução do conflito, sugerindo que o texto volta ao status anterior ao confronto iniciado em fevereiro.

Autoridades iranianas projetam vitória no processo, segundo analistas. Teerã teria resistido a pressões de duas potências nucleares, mantido controle estratégico do Estreito e forçado Washington a negociar, contrariando a promessa de rendição incondicional.

O acordo continua frágil, com termos divergentes entre as partes. Enquanto a guerra segue no Líbano, com Israel mantendo operações militares, o mundo aguarda a assinatura formal do documento para confirmar o recesso no conflito.

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