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Advogada que defendeu cristãos perseguidos é presa no Irã

Advogada que defendeu cristãos perseguidos é presa no Irã, acusada de agir contra a segurança nacional e de propaganda contra o sistema islâmico

Bahar Sahraian. (Foto: NCRI Women's Committee).
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  • Bahar Sahraian foi presa em 16 de maio, no Tribunal Revolucionário de Shiraz, sob acusações de agir contra a segurança nacional, atividades de propaganda contra o sistema islâmico e publicação de falsidades.
  • Ela foi encaminhada à prisão de Adel Abad após ser levada ao escritório do promotor.
  • A advogada defendia cristãos perseguidos, incluindo casos de adoção de Lydia por um casal convertido ao cristianismo, cuja vitória jurídica ela ajudou a obter.
  • Entre seus casos, também atuou na defesa de Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, condenados a dez anos de prisão por abrir uma igreja doméstica.
  • O Irã tem histórico de repressão a cristãos e a igreja secreta continua a crescer, com o país ocupando a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026.

A advogada Bahar Sahraian, conhecida por defender cristãos perseguidos, foi presa no Irã. A detenção ocorreu enquanto ela atuava no Tribunal Revolucionário de Shiraz, em Shiraz. De acordo com o Article 18, as acusações incluem atuar contra a segurança nacional, reuniões para conspirar contra o Estado e propaganda contra o sistema islâmico.

Ela foi levada ao escritório do promotor naquele mesmo dia, 16 de maio, e encaminhada posteriormente à prisão de Adel Abad. Sahraian já atuava como representante legal de presos políticos, incluindo cristãos, em casos sensíveis.

Entre os casos defendidos pela advogada estão o de Sam Khosravi e Maryam Falahi, cristãos cuja filha adotiva Lydia foi alvo de uma decisão para ser retirada dos cuidados dos pais por conversão religiosa. Sahraian ajudou a obter um decreto que autorizou a adoção pela família, sob avaliação de autoridades xiitas.

Perseguição no Irã

A defesa de Sahraian também ocorreu em outros processos envolvendo cristãos, como Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, condenados a 10 anos de prisão por abrir uma igreja doméstica. Outras ações incluem a defesa de membros da família Bet-Tamraz, envolvidos em atividades de igreja doméstica, e de ex-muçulmanos acusados de apostasia.

A repressão alcança fases anteriores da carreira de Sahraian, que já havia sido detida em 2022 durante os protestos que se seguiram à morte de Mahsa Amini. Ficaram conhecidos outros casos de advogadas que atuaram em defesa de cristãos, com prisões e liberdades condicionais ocorrendo ao longo de 2023 e 2024.

O Irã permanece com forte vigilância sobre comunidades cristãs, incluindo limitação de atividades religiosas e perseguição a convertidos. O país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgada pela Missão Portas Abertas.

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