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Brasil e Suriname discutem ampliar conexão rodoviária entre os países

Diálogo sobre o Anel das Guianas avança; trecho na Guiana pode ficar pronto nos próximos dois anos, conectando Roraima, Suriname e Guiana Francesa

Em visita ao Brasil, a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, falará com Lula sobre plano rodoviário que integra país com Estados do Norte
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  • A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, visita o Brasil para discutir o Anel das Guianas, uma rodovia que conectará o Norte do Brasil a países vizinhos.
  • Atualmente não há pontos de fronteira por terra entre Brasil e Suriname.
  • A ideia inicial é que as rodovias comecem em Roraima, acompanhem a faixa litorânea da Guiana, atravessem o Suriname e a Guiana Francesa e cheguem ao Amapá, com atenção a regras de preservação ambiental.
  • A fase mais imediata, segundo a embaixadora Gisela Padovan, pode ser a Guiana, com possível avanço nos próximos dois anos, se tudo ocorrer bem.
  • A obra pode facilitar a exportação de produtos agrícolas do Norte para o Caribe, ainda que hoje parte da produção brasileira seja vendida via Miami, nos Estados Unidos.

O Brasil e o Suriname avançam na ideia de ampliar a conexão rodoviária entre os países. A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, está em visita oficial a Brasília para tratar do tema com o presidente Lula e autoridades brasileiras. O foco é o Anel das Guianas, uma rede que ligará o Norte brasileiro a países vizinhos.

Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, a proposta prevê rodovias que começariam em Roraima, seguiriam pela faixa litorânea da Guiana, atravessariam o Suriname e a Guiana Francesa, chegando ao Amapá. A ideia envolve também critérios de preservação ambiental.

O objetivo imediato, segundo Padovan, é avançar com a fase da Guiana em um prazo de cerca de dois anos, caso as tratativas avancem sem entraves. A iniciativa busca facilitar exportações de produtos agrícolas do Norte para o Caribe, atualmente encaminhadas via Miami.

A ampliação da conexão pode reduzir custos logísticos e ampliar o comércio regional. A discussão ocorre em meio a relatos de interesse de ambos os lados em aprofundar a cooperação bilateral, com foco em infraestrutura e integração regional.

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