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Coreia do Sul prende dissidente que fugiu da China em barco de borracha

Dong Guangping, dissidente chinês, é detido na Coreia do Sul sob investigação por imigração após travessia de trinta horas no mar; caso será encaminhado a promotores

Dong Guangping, an activist and former police officer, washed up on Korean shores after 30 hours at sea
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  • Dong Guangping, dissidente chinês, foi detido na Coreia do Sul após ficar mais de 30 horas no mar em uma jangada com motor.
  • Ele foi encontrado nas águas sul-coreanas na noite de segunda-feira pela guarda costeira, que o resgatou após receber denúncia de um barco pesqueiro.
  • A guarda costeira informou que Dong está sob investigação por suspeita de violação de imigração e o caso será encaminhado a promotores.
  • Dong, 68 anos, já esteve preso diversas vezes na China por ativismo, incluindo participação em eventos em memória à repressão de Tiananmen; escapou da China várias vezes.
  • A ONG Human Rights in China pediu a Seul que não o entregue à China e que lhe seja assegurado refúgio político ou passagem segura para o Canadá, onde vivem familiares dele.

A China dissidente Dong Guangping, que fugiu em um bote de borracha, foi detido na Coreia do Sul após ficar mais de 30 horas no mar. Ele foi encontrado na noite de segunda-feira em águas sul-coreanas.

A Guarda Costeira sul-coreana informou que Dong está sob investigação por supostas violações de imigração e que o caso será encaminhado aos procuradores. Ele tem 68 anos.

Dong, ex-policial e ativista de direitos humanos, foi preso na China diversas vezes por suas ações e participações em eventos em memória da repressão da Praça da Tiananmen. Já havia conseguido fugir pelo menos três vezes.

Saída de Weifang e resgate

Nascido no Liaoning, Dong partiu na segunda-feira de Weifang, em Shandong, em um bote com motor, segundo a ativista Sheng Xue, que afirmou ter conversado com ele após a chegada. Ele relatou ter passado mais de 30 horas no mar.

O resgate ocorreu após um pesca avistar Dong e acionar as autoridades. Dong disse que chegou à região de Taean, na costa oeste, exausto ao ponto de desmaiar.

HRIC ressalta que a Coreia do Sul deve manter princípios humanitários e direitos humanos, evitando a extradição para a China. A ONG apela para asilo político ou passagem segura para o Canadá.

Histórico de fugas e contexto

Dong foi expulso pela primeira vez da China em 2015, após assinar petição para comemorar Tiananmen. Em 2019 tentou outra fuga aquática para Kinmen, mas foi recolhido pela polícia chinesa.

Em 2020 conseguiu atravessar para o Vietnã, viveu oculto em Hanói e foi deportado para a China após dois anos. Em outubro de 2023, foi liberado após cumprir pena de 11 meses por cruzar fronteiras ilegalmente.

Não é o primeiro dissidente chinês a buscar refúgio na Coreia do Sul. Em 2023, o ativista Kwon Pyong chegou ao país de jet ski e, inicialmente detido, depois foi reassentado nos Estados Unidos.

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