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Embaixador dos EUA alerta Espanha sobre vínculos com a China

Embaixador dos EUA alerta Espanha para manter China afastada de setores críticos; contratos com Huawei são vistos como risco à segurança e às cadeias de suprimentos

Um manifestante segura uma bandeira nacional espanhola durante um protesto contra o projeto de lei de anistia em frente ao Congresso dos Deputados em Madri, Espanha, na quinta-feira, 14 de março de 2024 — Foto: Magda Gibelli/Bloomberg
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  • O embaixador dos Estados Unidos na Espanha, Benjamin Leon, pediu cautela ao aprofundar relações com a China para evitar setores críticos como dados, defesa e telecomunicações.
  • Ele citou contratos públicos com empresas que trabalham com a Huawei, afirmando que isso representa risco inaceitável para a segurança nacional dos EUA.
  • Leon disse que, se a Espanha mantiver a China fora de áreas sensíveis, é possível negociar, mas alertou sobre penetração em setores críticos.
  • O embaixador acusou a China de buscar dominar tecnologias essenciais, usar práticas comerciais injustas e coerção econômica, e pediu proteção de pesquisa, propriedade intelectual e valores democráticos na Europa.
  • As relações entre Madrid e Washington ficaram tensas por questões de defesa na OTAN e gastos; Leon destacou as bases de Rota e Morón como fundamentais para a defesa conjunta.

Embaixador dos EUA na Espanha, Benjamin Leyó? Leon, alerta sobre aprofundar laços com a China, dizendo que o país deve agir com cautela para evitar setores críticos, como dados, defesa e telecomunicações.

Leon levantou preocupação com contratos públicos concedidos a empresas que atuam com a Huawei, a gigante chinesa apontada por Washington como risco inaceitável à segurança nacional. A observação ocorreu durante um de seus primeiros discursos públicos no cargo, nesta quarta-feira (27).

Segundo o diplomata, a Espanha deveria manter o Chinese longe de áreas estratégicas. Caso contrário, haveria risco para a segurança compartilhada entre os dois países, ainda que, conforme ele, não haja percepção de danos imediatos à confidencialidade de informações.

A China é apresentada pelos EUA como usuária de práticas comerciais injustas e coerção econômica para ampliar influência. Leon afirmou que isso pode afetar cadeias de suprimentos, pesquisa e segurança, pedindo proteção de propriedade intelectual e valores democráticos na Europa.

As relações entre o governo do presidente Donald Trump e o Executivo espanhol têm sido tensas por divergências sobre gastos militares e adesão à Otan. Madrid não concordou em elevar o gasto de defesa para 5% do PIB nem facilitar uso de bases pelos EUA.

Em outubro, Trump sinalizou a possibilidade de sanções contra a Espanha por não aumentar o orçamento militar, mas Leon minimizou a probabilidade de medidas econômicas ou militares, afirmando que sempre haverá algum tipo de relação entre os dois países.

Leon destacou as bases navais de Rota e Morón, no sul da Espanha, descrevendo-as como fundamentais para a defesa coletiva. Mesmo diante de dúvidas sobre o redesenho das tropas americanas na Europa, ele enfatizou o papel estratégico das instalações espanholas.

Vivemos tempos de maior periculosidade, disse o embaixador, ressaltando que a Europa precisa estar preparada para a defesa, com os EUA ao lado dos aliados, conforme afirmou em seu discurso.

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