- Forças dos EUA realizaram nesta quarta-feira novos ataques contra alvos dentro do Irã, mirando uma instalação militar considerada ameaça às tropas e ao tráfego no Estreito de Ormuz.
- Autoridades disseram que as ações são defensivas para proteger tropas e a navegação, ocorrendo dias após bombardeios a locais de lançamento de mísseis e a embarcações iranianas na região.
- Também teriam sido interceptados e derrubados drones iranianos que poderiam representar risco, e as operações não romperam o cessar-fogo vigente.
- As ações ocorrem em meio a negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo para encerrar a guerra iniciada em vinte e oito de fevereiro.
- O presidente Donald Trump afirmou que o Irã está negociando no limite e pode intensificar ataques se não houver acordo; o secretário de Estado, Marco Rubio, disse haver progresso, mas que não se aceitará que o Irã mantenha armas nucleares, e afirmou que ninguém vai controlar o Estreito de Ormuz.
Forças militares dos EUA no Oriente Médio realizaram nesta quarta-feira (27) novos ataques contra alvos dentro do Irã. O objetivo era uma instalação militar considerada ameaça às tropas americanas e ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes da Casa Branca citadas pela CBS News e pela Reuters.
Os ataques ocorrem dias após o Comando Central dos EUA (Centcom) bombardear locais de lançamento de mísseis numa cidade portuária iraniana e embarcações que buscavam instalar minas no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o petróleo. As operações foram descritas pelas autoridades como defensivas, para proteger tropas e a navegação.
Uma autoridade americana ouvida pela Reuters, sob condição de anonimato, confirmou que as ações desta quarta também tiveram caráter defensivo. A mesma fonte informou que drones iranianos foram interceptados para evitar riscos à navegação e às forças dos EUA na região. Os militares não teriam violado o cessar-fogo vigente.
Contexto diplomático e Estreito de Ormuz
As ações ocorrem em meio a negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. A retomada de conversações é apresentada pela parte americana como essencial para a estabilidade regional.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã participa das negociações no limite, e advertiu que Washington pode ampliar ataques se não houver acordo. Trump também rejeitou qualquer controle do Estreito de Ormuz por Irã ou Omã, destacando que o tráfego ocorre em águas internacionais.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou em encontro que os EUA defendem uma solução diplomática, mas não admitirão que o Irã detenha capacidade nuclear. Segundo Pompeo, houve algum progresso recente nas conversas diplomáticas.
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