- Flávio Bolsonaro e aliados pressionam para que os EUA classifiquem PCC e CV como organizações terroristas, com o objetivo de pressionar o governo de Lula na campanha.
- A demanda foi levada a Donald Trump durante reunião na Casa Branca na terça-feira (26) e foi reforçada em encontros na quarta com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance.
- O governo Lula avalia que a designação poderia expor empresas brasileiras e o sistema financeiro a medidas unilaterais dos EUA, além de abrir brecha para intervenções no Brasil.
- Segundo aliados de Flávio, a pauta de segurança pública é positiva para a pré-candidatura dele, já que coloca Lula numa posição de defesa.
- O Palácio do Planalto vê o encontro como oportunidade para reforçar a mensagem de soberania nacional, contrastando a recepção dada a Lula com a recebida pela família Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, pediu aos EUA que classifiquem o PCC e o CV como organizações terroristas. A iniciativa visa pressionar o governo de Lula na pauta de segurança pública durante a campanha eleitoral. O pedido foi compartilhado em Washington entre terça e quarta-feira.
O movimento envolve encontros de Flávio com autoridades americanas, incluindo o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-presidente JD Vance. A ideia é provocar espaço para o tema na agenda diplomática entre Brasil e EUA.
Segundo aliados, Trump ficou em avaliação do pleito sem confirmar atendimento. Flávio repetiu ao secretário de Estado o pedido feito a Trump, enquanto Rubio externalizou preocupação com o cenário brasileiro.
A equipe de Flávio sustenta que a pauta de segurança pública pode ser positiva para o seu potencial eleitoral e, ao mesmo tempo, explorar o desgaste de Lula na campanha. A estratégia busca manter o tema ativo na disputa.
O governo Lula avalia riscos de uma eventual designação, como impactos ao mercado e a possíveis brechas legais para intervenções de autoridades americanas no Brasil. Em resposta, petistas destacam a soberania nacional.
Durante a visita de Lula a Trump no início do mês, não houve discussão pública sobre a classificação das facções. O Planalto sinaliza cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, com ênfase em soberania do Brasil.
Petistas comparam a recepção a Flávio com a feita a Lula na Casa Branca, para fortalecer a narrativa de que o senador atua de forma contrária aos interesses nacionais caso haja recuos do governo americano.
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